Morre Mozart Vianna, assessor na Câmara de presidentes de partidos diversos

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BRASÍLIA — Servidor da Câmara dos Deputados durante quase 40 anos, o ex-secretário-geral da Mesa Mozart Vianna de Paiva faleceu nesta segunda-feira. Mesmo ocupando o principal cargo de assessoramento da casa, Mozart tinha uma conduta linear e que o marcou na longa trajetória no Legislativo: acessível, afável e disponível. A qualquer hora.

Durante dez anos ocupou o posto de Secretário-Geral da Mesa, como principal auxiliar de presidentes da Câmara de matizes políticas distintas. Seu cargo era de muita visibilidade. Ficava em pé, durante horas, na mesa principal ao lado do presidente. Era quem o orientava nas votações, nas discussões e nos encaminhamentos. Severino Cavalcanti foi quem ajeitou-lhe um banquinho para sentar-se a seu lado.

Foi o braço direito de presidentes diversos, como Aécio Neves (PSDB), dos petistas João Paulo Cunha e Arlindo Chinaglia, do controverso Severino, auxiliou o comunista Aldo Rebelo e também Michel Temer, que depois o levou para o Palácio do Planato, com a queda de Dilma Rousseff. Ao todo, assessorou sete presidentes de seis partidos diferentes.

Também foi chefe de gabinete de Aécio no Senado. O hoje deputado mineiro lamentou a morte de Mozart.

"O Brasil perde um servidor público exemplar. Altamente preparado, dedicado e discreto, por onde passou Mozart deixou amigos e admiradores entre os quais me incluo. Me orgulho muito dos vários anos em que trabalhamos juntos. Que Deus possa confortar seus familiares e amigos".