Morre mulher trans que foi queimada viva por adolescente no Recife

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De acordo com as primeiras informações, a vítima estava próxima ao Terminal Rodoviário quando um adolescente se aproximou, jogou um líquido inflamável e ateou fogo (Foto: Reprodução/Google Street View)
De acordo com as primeiras informações, a vítima estava próxima ao Terminal Rodoviário quando um adolescente se aproximou, jogou um líquido inflamável e ateou fogo (Foto: Reprodução/Google Street View)
  • Roberta da Silva morreu nesta sexta, após ter sido alvo de um atentado

  • A mulher trans foi queimada viva por um adolescente enquanto dormia na rua

  • Uma onda de transfeminicídio foi registrada no Recife ao longo do último mês

Roberta da Silva morreu nesta sexta-feira pela manhã no Recife. A mulher trans de 33 anos havia tido 40% do corpo queimado por um adolescente no centro da capital pernambucana no último dia 24.

Roberta estava internada no Hospital da Restauração e lutava pela vida há duas semanas, mas não resistiu aos ferimentos. A equipe médica explicou que a causa da morte foi falência respiratória e renal.

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O quadro havia piorado muito nas últimas horas. Os responsáveis pelos cuidados da mulher ainda tentaram realizar hemodiálise para salvá-la, mas sem sucesso. O óbito foi confirmado por volta das 9 horas.

Roberta foi vítima de um atentado quando dormia nas proximidades do Terminal de Ônibus do Cais de Santa Rita. De acordo com relatos de testemunhas, um adolescente que passava pelo local atirou álcool e ateou fogo nela.

O rapaz foi preso em flagrante pelo crime e está em uma instituição para menores. A Polícia Civil abriu um inquérito e investiga o caso.

Braços amputados

Roberta passou por diversos procedimentos em 15 dias de internação. Logo depois do atentado, ela teve o braço esquerdo amputado. Dias mais tarde, uma necrose obrigou os médicos a também amputar boa parte do braço direito.

Crismilly foi uma das mulheres trans mortas no último mês no Recife - Foto: Arquivo Pessoal
Crismilly foi uma das mulheres trans mortas no último mês no Recife - Foto: Arquivo Pessoal

Apesar dos esforços, o quadro dela foi piorando e se fez necessária uma intubação na última segunda-feira. Roberta foi levada para a UTI do hospital, de onde não mais saiu.

Três casos de transfeminicídio em um mês no Recife

Roberta foi um dos três casos de transfeminicídio registrados na capital pernambucana ao longo do último mês. Antes dela, no dia 18 de junho, a transexual negra Kalyndra Selva foi encontrada morta com marcas de estrangulamento dentro de sua própria residência, no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife. O ex-companheiro é o principal suspeito.

Já na última segunda, a cabeleireira negra Crismilly Pérola, de 37 anos, foi encontra morta às margens do Rio Capibaribe, na comunidade da Beira-Rio, no bairro da Várzea, com marcas de tiro.

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