Morre no Rio, aos 80 anos, Carlos Negreiros, líder da Orquestra Afro-Brasileira

O cantor, percussionista e compositor Carlos Negreiros morreu na noite desta quinta-feira, logo após se apresentar no palco do Teatro Ipanema, no Rio. Único remanescente da formação original da Orquestra Afro-Brasileira, do maestro Abigail Moura, Negreiros tinha comemorado seus 80 anos no mesmo palco, há cerca de um mês.

Carlos Negreiros estava fazendo uma participação especial no show "Uma roda para Moacir Santos", do quarteto da flautista Andrea Ernst Dias.

A fotógrafa Andrea Nestrea, que fazia registros do show, contou que Negreiros desceu para o camarim, depois de cantar "Kalunga", "Noite de meu bem" e "Ifá". Ele se encontrou com BNegão, que se apresentaria em seguida, acabou tendo um mal súbito e faleceu no local.

— Ele tocou tambores, cantou, dançou. Foi de uma beleza absurda — contou Nestrea. — Se apresentou lindamente, forte, sublime, iluminado. Uma despedida que poucos homens podem ter.

Ainda não há confirmação sobre o enterro, mas o velório será no próprio Teatro Ipanema, hoje, de 10h às 14h.

Orquestra Afro-Brasileira

Carlos Negreiros passou a liderar a Orquestra Afro-Brasileira após a morte de seu fundador, o maestro Abigail Moura, em 1970. Em 2017, quando o grupo completou 75 anos, Negreiros organizou a volta aos palcos e o lançamento do primeiro álbum em quase meio século.

Na época, Negreiros contou como entrou para o grupo: "Tudo ali, para mim, era estranho, mas eu gostei do ambiente. Quem me introduziu na cultura negra foi Abigail Moura".

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