Morre, no Rio, a jornalista Anna Maria Ramalho

O bom humor, a leveza e a inteligência foram elogios que a jornalista Anna Maria Ramalho sempre ouviu durante sua trajetória. Sua carreira começou em 1971, nas revistas Manchete e Pais & Filhos. Depois, passou pela sucursal carioca do Estado de São Paulo e passagens de quatro anos pelo mundo da publicidade. Em 1977, entrou no jornal O Globo para trabalhar na Coluna Carlos Swann. Se despediu dali em 1990, quando foi para a coluna de Zózimo Barrozo do Amaral, no Jornal do Brasil. O colunismo social já estava na veia e, em 1992, ela teve uma passagem pelo O Dia, quando junto com Fred Suter assinou a coluna Balaio. Em 2000, volta ao Jornal do Brasil e, paralelamente ao seu trabalho na redação, cria seu próprio site de notícias. Sempre a procura de um furo de reportagem, ela festejou seus 40 anos de colunismo em 2018, com uma festa em Copacabana.

Em 3 de maio deste ano, Anna teve a notícia de que estava com dois tumores no pulmão esquerdo, malignos e inoperáveis. Ela contou em um texto sincero em seu site sobre o diagnóstico. "Pensei muito se deveria escrever sobre um problema tão delicado e pessoal. Não pretendo ser a influencer do câncer, a lacradora da moléstia, me exibir nas redes, colecionar likes – hoje, tudo se resume a isso, né, não?", escreveu, sem perder seu humor ácido.

O tratamento com quimioterapia e radioterapia começou no dia 30 do mesmo mês. E um mês depois ela fez um segundo texto contando sobre o cenário. Sempre otimista, ela escreveu: "Fiquei abalada. Mas já sacudi a poeira rapidinho. O importante é ficar boa, seguir na luta para expulsar esses milicianos bandidos que não vão tomar meu território de jeito nenhum". Também postou fotos de cabelos curtos e das perucas que estava experimentando. Sempre com um sorriso no rosto.

Nesta semana, Anna teve uma falência respiratória associada a infecção e outras complicações que se sucederam nos últimos dias, incluindo embolia pulmonar, que levou a uma situação crítica, sem chances de reversão.

Em sua partida aos 73 anos, Anna deixa um filho, o chef Christiano Ramalho e as netas Olívia e Antônia.

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