Morre o americano Stuart Whitman, ator de mais de 150 séries e filmes, aos 92 anos

RIO - Morreu nesta segunda-feira, aos 92 anos, o ator americano Stuart Whitman, rosto conhecido por ter estrelado diversos filmes e séries de faroeste ao longo de cinco décadas de carreira. Em 1962, ele concorreu ao Oscar de melhor ator por seu trabalho como um homem condenado por abusar sexualmente de uma criança em "A marca do cárcere", de Guy Green.

Whitman morreu em sua casa, na cidade californiana de Montecito, segundo informação de seu filho, Scott. A causa da morte não foi oficialmente confirmada, mas segundo o site TMZ, o ator enfrentou um câncer de pele que se complicou.

Em uma trajetória artística iniciada no começo da década de 1950, Whitman foi de um ator de pequenos papéis, conhecido por suas interpretações estudadas de personagens complexos, fossem eles heróis ou vilões. Seu currículo traz cerca de 180 trabalhos, mais de 100 deles sendo aparições em séries.

Seu primeiro papel de maior relevância na televisão foi no fim da década de 1960, na série de faroeste "Cimarron strip", em que interpretou o marechal Jim Crown. A atração da CBS foi um marco, por ter episódios semanais de 90 minutos de duração, algo raro tanto na época quanto nos dias atuais. A série, porém, durou apenas uma temporada, entre 1967 e 1968, antes de ser cancelada pelos altos custos de produção. O ator também integrou o elenco da série "Superboy", exibida entre 1988 e 1992, em que viveu Jonathan Kent, o pai "terráqueo" de Clark Kent.

Whitman se estabeleceu artisticamente como um grande ator de faroestes. Entre seus trabalhos de maior destaque estão "Os comancheros" (1961), "O mais longo dos dias" (1962), "A noite dos coelhos" (1972), "A história de Ruth" (1960) e "Esses maravilhosos homens e suas máquinas voadoras" (1965).