Morre o ex-presidente Gustavo Noboa, arquiteto da dolarização no Equador

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O ex-presidente do Equador Gustavo Noboa em Quito, 13 de janeiro de 2003

O ex-presidente equatoriano Gustavo Noboa, que implementou a dolarização na economia de seu país no ano 2000, morreu aos 83 anos, anunciou o presidente Lenín Moreno.

"O Equador está de luto. A partir de amanhã, decretarei luto nacional em memória de Gustavo Noboa, ex-presidente da República", publicou Moreno no Twitter.

Noboa (2000-2003, centro) assumiu o mandato por sucessão constitucional, porque era vice-presidente quando, em janeiro de 2000, o então chefe de Estado Jamil Mahuad (1998-2000, centro) foi destituído por uma rebelião de indígenas e militares.

Moreno afirmou que Noboa foi um "amigo querido, um democrata respeitado, um formador moral da juventude, um patriota. Minhas condolências a sua família e amigos".

Em março de 2000, com Noboa no comando do governo, o Equador adotou a dolarização como uma saída para uma profunda crise bancária, em um momento em que a alta dos preços ameaçava se transformar em hiperinflação.

"Um presidente honesto e responsável que liderou com sucesso o país em tempos muito difíceis", escreveu seu amigo pessoal, o ex-vice-presidente Alberto Dahik (1992-1995), no Twitter.

Noboa estava no Jackson Memorial Hospital, em Miami (Estados Unidos), onde foi operado no dia 9 de fevereiro para tratar um meningioma.

Embora a cirurgia foi um sucesso, sua situação se complicou e o ex-presidente sofreu um infarto nesta terça-feira, segundo a imprensa local.

Noboa, advogado e professor universitário, foi governador de Guayas, cuja capital é sua cidade natal, Guayaquil (sudoeste). Ele também foi vice-presidente do Equador (1998-2000).

“O Equador perde um de seus melhores homens. Formador da juventude, estadista. Um ser excepcional”, lembrou seu advogado, Joffre Campaña.

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