Morre o maestro Edino Krieger, aos 94 anos, no Rio

Compositor, produtor, maestro e crítico musical, Edino Krieger morreu nesta terça-feira, aos 94 anos. Ele estava internado desde o mês passado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio. Não há informações sobre a causa da morte.

Parte de uma linhagem da música instrumental brasileira, Edino era filho do músico, compositor e regente Aldo Krieger, com quem teve as primeiras lições ao violino em Brusque (SC), cidade em que nasceu em 1928. Edino era pai do compositor, instrumentista, cantor e humorista Edu Krieger; do guitarrista e compositor Fabiano Krieger; e do pesquisador musical Fernando Krieger.

Aos 15 anos, em 1943, Edino transferiu-se para o Rio, para prosseguir sua formação no Conservatório Brasileiro de Música, onde estudou com H. J. Koellreutter, graças a uma bolsa oferecida pelo então governador catarinense (e mais tarde presidente do Brasil por dois meses) Nereu Ramos. Nos EUA, estudou com Aaron Copland e Gilbert Chase.

Com mais de 70 anos de carreira, Edino foi considerado, junto a Guerra-Peixe e Cláudio Santoro, com quem integrou o Grupo Música Viva, um dos principais nomes da vanguarda da música de concerto no Brasil, no século XX. Também foi diretor da Rádio MEC e crítico da "Tribuna da Imprensa" e do "Jornal do Brasil".

Além da música, ocupou cargos na administração pública em órgãos ligados à Cultura, como a Fundação de Teatros do Rio (de 1975 a 1978), a Funarte (de 1981 a 1998), e o Museu da Imagem e do Som (de 2003 a 2006). Criou os Festivais de Música da Guanabara e as Bienais da Música Brasileira Contemporânea, e, em vários mandatos, ocupou a presidência da Academia Brasileira de Música.