Morre penúltimo sobrevivente da resistência da francesa

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(Arquivo) Presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado do sobrevivente da resistência francesa na Segunda Guerra Mundial Daniel Cordier (centro), em 18 de junho de 2018
(Arquivo) Presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado do sobrevivente da resistência francesa na Segunda Guerra Mundial Daniel Cordier (centro), em 18 de junho de 2018

Daniel Cordier, o penúltimo sobrevivente da Libertação da França e ex-secretário do combatente da resistência francesa Jean Moulin, morreu aos 100 anos - anunciou o Palácio do Eliseu nesta sexta-feira (20).

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou uma homenagem nacional em honra a Cordier.

"Quando a França estava em perigo, ele e seus colegas assumiram todos os riscos para que a França permanecesse como a França. Faremos uma homenagem nacional a ele", tuitou o chefe de Estado francês.

Sua morte se segue à de outro colega, Pierre Simonet, que faleceu no início de novembro, aos 99 anos.

Continua vivo apenas Hubert Germain, também um centenário, do total de 1.038 heróis distinguidos pelo general Charles De Gaulle por seu compromisso com a França livre durante a ocupação alemã.

Está previsto que o último dos camaradas a morrer seja enterrado em Mont-Valérien, o principal local de execução de resistentes e de reféns do Exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Charles de Gaulle inaugurou ali o Memorial da França combatente, em 1960.

Pai das Forças Francesas de Libertação (FFL), Charles De Gaulle criou a Ordem da Libertação, em novembro de 1940, para "recompensar o povo, ou as coletividades militares e civis que serão identificadas na obra de libertação da França e de seu Império". A Ordem foi executada em 1946.

Ao todo, 1.038 pessoas, incluindo seis mulheres, receberam este título de Companheiro da Libertação, assim como 18 unidades militares e cinco comunas francesas.

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