Morre prefeito paraguaio baleado em zona de conflito na fronteira com Brasil

Ao menos três agressores dispararam contra o prefeito José Carlos Acevedo na terça-feira passada quando saía de uma reunião, em Pedro Juan Caballero. (Foto: Getty Images)
Ao menos três agressores dispararam contra o prefeito José Carlos Acevedo na terça-feira passada quando saía de uma reunião, em Pedro Juan Caballero. (Foto: Getty Images)

O prefeito da cidade paraguaia Pedro Juan Caballero morreu na noite de sábado, cinco dias depois de sofrer um atentado na rua, informaram seus familiares.

Pelo menos três agressores dispararam contra o prefeito José Carlos Acevedo na terça-feira quando saía de uma reunião em uma sede comunitária na cidade, a cerca de 360 quilômetros ao norte de Assunção, à frente da cidade brasileira Ponta Porã (MS), segundo depoimentos à imprensa local.

A região é considerada como zona da rota de narcotráfico na fronteira com o Brasil. Já no fim da tarde do dia do ataque, um carro foi incendiado e encontrado abandonado em Pedro Juan.

Acevedo passou os últimos dias hospitalizado em uma clínica na cidade. Os médicos disseram que ele recebeu sete impactos de bala e ficou em estado crítico e com quadro de saúde irreversível até falecer.

O irmão do prefeito e governador da província de Amambay, cuja capital é Pedro Juan Caballero, responsabilizou o governo do presidente Mario Abdo pelo atentado e pela falta de segurança na região.

“Não há palavras... obrigado Marito, por se lembrar de Amambay, pode retirar todos os seus policiais, não precisamos deles”, disse o governador Ronald Acevedo a jornalistas na noite de sábado, se referindo à operação policial implantada pelo governo após o atentado.

Atentados a tiros na região de Pedro Juan Caballero

Irmão do prefeito e atual governador da província de Amambay, Ronald Acevedo perdeu a filha de 21 anos em um atentado ocorrido em 15 de outubro de 2021, no qual três pessoas morreram na saída de uma boate.

Seu outro irmão, Roberto Acevedo, ex-presidente do Congresso paraguaio, escapou de um ataque em 2010, no qual morreram dois seguranças.

Segundo estatísticas policiais, na fronteira seca, no raio de Caballero e Ponta Porã, são registrados cerca de 150 assassinatos por ano relacionados ao crime organizado.

Questionado sobre qual teria sido o motivo do ataque, o governador respondeu: "É porque fazemos bem o nosso trabalho, como aconteceu com o promotor Marcelo Pecci", referindo-se ao funcionário do Ministério Público assassinado na semana passada na Colômbia.

da Reuters

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