Morre primeira trans a levar caso de discriminação à Suprema Corte dos EUA

A mulher trans Aimee Stephens em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington, DC

Uma mulher transgênero americana, a primeira a levar os direitos desta comunidade ante a Suprema Corte dos Estados Unidos, morreu nesta terça-feira (12), enquanto aguardava o máximo tribunal emitir uma decisão sobre seu caso.

Aimee Stephens, de 59 anos, morreu em casa em Detroit, no norte dos Estados Unidos, ao lado da companheira, Donna, anunciou em um comunicado a poderosa associação dos direitos civis ACLU.

"Aimee não desejava ser uma heroína ou uma pioneira, mas foi", comentou Chase Strangio, um dos integrantes da ACLU que a ajudou a apresentar o caso na Justiça.

A associação não informou a causa da morte, mas a mulher sofria de uma grave insuficiência renal.

Depois de trabalhar por seis anos como homem em uma funerária, contou ao seu empregador que tinha iniciado a transição para o sexo feminino.

Neste momento, seu chefe, Thomas Rost, que se dizia um "cristão devoto", a demitiu, argumentando que não queria distrair o luto de seus clientes.

Aimee Stephens o levou à justiça por discriminação. Depois de perder na primeira instância, ganhou na apelação e seu empregador levou o caso à mais alta corte de Justiça do país.

Paralelamente ao seu caso, a Suprema Corte revisou as demissões de outros dois homossexuais e se espera que emita em junho a decisão final referente aos direitos de milhões de trabalhadores nesta situação.