Morrem 4 rebeldes muçulmanos no 12º dia da crise nas Filipinas

Manila, 20 set (EFE).- Quatro rebeldes muçulmanos morreram nos confrontos desta sexta-feira entre as forças de segurança e os insurgentes que controlam algumas áreas da cidade de Zamboanga, no sul das Filipinas, desde o dia 9 de setembro.

Os incidentes começaram após o amanhecer nos bairros de Santa Catarina e Santa Barbara, onde os homens liderados pelo comandante rebelde Habier Malik estão entrincheirados e mantêm vários civis como reféns, segundo o site de notícias "Rappler".

Malik é um dos subordinados de Nur Misuari, chefe de uma facção da Frente Moro de Libertação Nacional (FMLN) e que declarou a independência do sul das Filipinas em agosto.

As forças combinadas do Exército e da polícia conseguiram recuperar entre 70% e 80% do território que vários guerrilheiros ocuparam no dia 9 de setembro, quando desembarcaram na cidade.

Um total de 92 rebeldes morreram e 111 foram capturados ou se renderam desde o início da crise, enquanto dez soldados, três policiais e oito civis morreram, segundo as Forças Armadas.

O registro oficial afirma também que 111 militares, 12 policiais e 48 civis ficaram feridos desde o início da invasão dos insurgentes.

As Forças Armadas disseram anteriormente que os insurgentes mantinham 183 civis como reféns. 172 deles foram resgatados, por isso, ainda restam 11, segundo as informações dos militares.

Além disso, mais de 100 mil civis tiveram que abandonar suas casas por conta dos enfrentamentos.

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino, passou esta semana em Zamboanga comandando as operações nessa cidade de maioria cristã e situada em Mindanao, a 890 quilômetros da capital Manila.

Ontem, enquanto o aeroporto da cidade era reaberto, Aquino afirmou que a resolução da crise dependerá da rapidez com que os civis em posse dos rebeldes serão resgatados e se mostrou disposto a dialogar com qualquer grupo ou organização que queira a paz.

O presidente disse que Misuari está sozinho, pois o restante do FMLN condenou o ataque. EFE

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