Morro García: Petraglia gera revolta ao citar uso de cocaína e atacar desafetos políticos após morte de ex-jogador

O Globo
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A morte de Morro García abalou o mundo do futebol sul-americano. O corpo do atacante argentino de 30 anos foi encontrado neste sábado. Inicialmente, a polícia trata a morte como suicídio. Segundo a imprensa do país, ele passava por tratamento psiquiátrico. O episódio acabou repercutindo no Brasil de forma polêmica por causa do pronunciamento de Mário Celso Petraglia, presidente do Athletico. O dirigente se manifestou sobre o ex-atleta do clube com um texto em que fala do uso de cocaína e da lesão que comprometeu sua passagem por Curitiba, entre 2011 e 2012. Ele ainda exaltou ter dispensado o jogador, na época, sem custos.

"A mais cara contratação da história do CAP, veio com sentença de uso de cocaína e lesão irrecuperável no pé! Rescindimos com o atleta sem custo, não pagamos os 50% faltantes da compra em Euros, devolvemos os direitos econômicos e recebemos de volta U$ 1,0 milhão em caixa!", escreveu o dirigente em suas redes sociais.

A declaração imediatamente gerou revolta de seguidores e torcedores, que acusaram o cartola de insensibilidade. Em sua passagem por Curitiba, García personificou a briga política entre o grupo de Petraglia e a gestão anterior, responsável pela contratação (então a mais cara da história do Athletico, de cerca de 7 milhões de dólares). Embora o argentino não tenha feito boas atuações pelo rubro-negro paranaense e exames tenham detectado uso de cocaína durante jogo pelo time anterior, o motivo de sua dispensa foram os trâmites da contratação.

"Vendido o El Morro receberíamos + U$ 1,0 milhão, não tinha talento nem mercado! A imprensa amiga daquela gestão jamais tocou nesse assunto! Cobram contratações nossas de pequenos valores que não deram certo! Sentimos muito o final triste desse menino que sempre foi problemático!", continuou Petraglia.

Na internet, os seguidores se chocaram com o fato do cartola falar de política num momento de tragédia. Ele foi acusado de usar a morte do argentino, ocorrida em circunstâncias ainda mais sensíveis, para alfinetar antigos desafetos.

"Meus comentários são para deixar registrado o mal que seus autores fizeram para nosso clube! Querem enterrar junto com o atleta que nada teve a ver com os valores pagos e a pagar, U$ 10,0 milhões, entre comissões de 42%, direitos econômicos e salários!", continuou o dirigente.

Diante das reações negativas, Petraglia excluiiu os comentários. Ele reclamou que seus textos não foram bem interpretados. Por fim, se desculpou, mas sem dizer exatamente do que.