Morte de adolescente: Operação policial em São Gonçalo buscava prender traficante Faustão

Rafael Nascimento de Souzaa e Gustavo Goulart
O traficante Faustão era o alvo da operação desta segunda-feira no Complexo do Salgueiro

A operação conjunta entre as Polícias Civil e Federal nesta segunda-feira , no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, que resultou na morte do adolescente João Pedro Matos Pinto, teve como objetivo tentar prender o traficante Ricardo Severo, o Faustão. Segundo as investigações, ele controla o tráfico de drogas na localidade. Fontes da Polícia Civil informaram que, durante a ação, o criminoso e cerca de dez seguranças correram para a rua de trás onde fica a casa de João Pedro, de 14 anos, na Praia da Luz, na Ilha de Itaoca. Baleado, o menino depois foi levado do local em um helicóptero da Polícia Civil. 

Quando três agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core, a tropa de choque da Polícia Civil) chegaram à via, houve um intenso confronto. Para escapar, os bandidos pularam os muros de várias residências. Na fuga, alguns passaram por dentro do terreno da casa onde a criança morava com os pais, atirando e lançando granadas. Nesse momento, pelo menos quatro crianças brincavam no local. Entre eles, João Pedro. Na tentativa de prender Faustão, os agentes revidaram. Mesmo com problemas de saúde, Faustão conseguiu fugir.

Segundo os investigadores, não se sabe de onde partiu o tiro que atingiu a criança. Durante uma perícia da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI) os peritos encontraram diversos estojos, granadas e uma pistola. O material foi levado para a sede da especializada em Niterói.

Até o início da tarde, três agentes da Core prestaram depoimentos e tiveram seus fuzis recolhidos. Segundo a DHNSGI, os policiais federais não tiveram suas armas apreendidas porque não estavam no perímetro de confronto onde o menino acabou sendo morto.

Além dos agentes, dois parentes da criança prestaram depoimento  e confirmaram o que os policiais disseram em depoimento. As testemunhas disseram à Polícia Civil que os criminosos, no momento do confronto, pularam o muro da residência atirando e fugiram por outras cercanias. Em seguida, eles observaram que João Pedro estava baleado.