Morte de agente da PRF que invadiu motel em MS e atirou na ex e em personal trainer é mistério para a polícia

·2 min de leitura
  • Morte de policial segue sem solução no Mato Grosso do Sul

  • Antes de morrer, ele agrediu a ex-mulher e atirou no atual parceiro dela

  • Polícia diz que prosseguirá na investigação e deve mapear últimos passos da vítima

A morte do policial rodoviário federal Tony Emerson Moretto, de 48 anos, permanece um mistério para a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O corpo do agente foi localizado no último dia 28 em uma área de mata próxima à rodovia MS-040. Moretto agrediu a ex-mulher e atirou no parceiro dela, um personal trainer, em um motel de Campo Grande. 

De acordo com o delegado Nilson Friedrich, da 4ª DP, em nota publicada no site da Polícia Civil, "após exaustivas diligências investigativas, exames periciais e oitivas de testemunhas, ficou constatado que no corpo do PRF não havia sinais de luta corporal".

Friedrich destacou ainda que o agente da PRF não foi atingido por disparo de arma de fogo. O exame de necrópsia não constatou lesões corporais externas em Moretto. Por esses motivos, o delegado requisitou a realização de um exame toxicológico em amostras coletadas no corpo.

Ainda de acordo com o informe da corporação, "no local onde ele foi encontrado não havia veículo, nem arma de fogo ou aparelho celular". A Polícia Civil afirmou que "as investigações terão continuidade para detalhar a mecânica dos fatos, os últimos passos da vítima, a motivação e eventual autoria delitiva".

Relembre o caso

Moretto é acusado de invadir um motel, no bairro Nova Lima, atirando. No local, a mulher, de 32 anos, foi agredida e o personal trainer, de 35, baleado na boca. Após ser atingido, o homem chegou a correr nu pela rua em busca de ajuda.

O casal estava em um dos quartos do motel quando o autor entrou no local e fez os disparos. Foram cinco tiros, sendo que pelo menos um atingiu a vítima na boca. A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

De acordo com a superintendência da PRF, Moretto estava afastado de suas função desde outubro deste ano. Por causa disso, como procedimento padrão, a arma funcional dele foi recolhida. O motivo do afastamento do agente não foi informado.

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