Morte de Toninho do PT completa 17 anos sem respostas

Reprodução/Arquivo/EPTV

Ainda sem respostas, o assassinato do prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho, completa 17 anos nesta segunda-feira (10).

Por se tratar de ano eleitoral, familiares pediram que nenhum grande ato ou homenagem seja realizado, para evitar que candidatos possam tentar se promover com a data.

Passadas quase duas décadas, o crime permanece sem solução. A investigação da Polícia Civil indicou que ele teria sido morto por razões banais, após ter atrapalhado a passagem de um carro com criminosos em fuga pela avenida.

O traficante e sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, chegou a ser acusado formalmente pelo crime, mas a Justiça entendeu que não havia indícios que o incriminassem e determinou que a Polícia Civil retomasse as investigações em 2011.

Por duas vezes o advogado da família, que acredita em crime político, tentou federalizar o caso, mas os pedidos foram indeferidos.

Antônio da Costa Santos foi morto com um tiro quando passava de carro na Avenida Mackenzie, após fazer compras no Shopping Iguatemi. Ele estava no cargo de prefeito havia apenas oito meses.

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos (CPI) em 2005 Roseana Morais Garcia, viúva de Toninho, afirmou que o marido foi morto por questões político-administrativas.

Para ela, Toninho morreu por ferir interesses de “gente graúda”, incluindo os de figuras importantes na história do PT.

Num depoimento emocionado, Roseana denunciou que o inquérito que apurou a morte de Toninho “foi mal conduzido” e sustentou que tudo leva a crer que Toninho foi assassinado por denunciar superfaturamento de obras e licitações públicas com “cartas marcadas”.