Morte de designer em Paraty: veja cinco pontos que a polícia quer esclarecer sobre o crime

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Quase duas semanas após a morte da designer de moda Thalissa Nunes Dourado, de 27 anos, no quarto da casa onde morava, em Paraty, na Costa Verde, a Polícia Civil ainda trabalha para identificar e prender os autores do crime. O corpo da jovem foi encontrado, no último dia 5, com um saco plástico na cabeça e com as mãos amarradas, e, de acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), ela foi vítima de uma asfixia. O resultado foi recebido, nesta quarta-feira, pelo delegado Marcelo Haddad, titular da 167ªDP (Paraty).

De acordo com o delegado, responsável pelas investigações do caso, o inquérito corre em sigilo e diligências estão sendo realizadas, como o depoimento de amigos da vítima e de possíveis testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança da região.

Thalissa se formou em design de moda no Istituto Europeo di Design (IED), em São Paulo. Em um vídeo do IED divulgado em 2014 no Youtube, quando ela ainda estava no 5º semestre da faculdade, ela apresentou uma proposta inovadora de tecido impresso e moldado em 3D.

Recentemente, a designer havia aberto um ateliê em Paraty, batizado de Alba, no qual produzia peças de vestuário. O perfil do ateliê no Instagram traz roupas tingidas e pintadas à mão, sempre com temas relacionados à natureza. "Ter conseguido dar a luz à @alba.ffffff, seguindo todos os propósitos que eu acredito dentro de um mundo mais consciente, continua sendo um aprendizado e evolução diários", escreveu Thalissa em uma publicação no Instagram feita no último dia 26 de agosto, quando ela completou 27 anos.

A jovem também atuava como professora na escola de idiomas Knn Idiomas Paraty. "Poder participar do processo de educação de uma pessoa é algo que ainda me emociona a cada lição que eu corrijo", escreveu Thalissa em outra postagem.

Veja, em cinco pontos, o que ainda precisa ser esclarecido.

Segundo o delegado Marcelo Haddad, amigos de Thalissa Nunes Dourado chegaram a desconfiar de suicídio, pois a designer de moda sofria de quadro depressivo. No entanto, as provas colhidas durante as investigações apontaram para um crime.

— Os elementos que colhemos apontam de forma muito contundente para um homicídio. Não há mais dúvidas quanto a isso. Já temos suspeitos do crime que estão sendo investigados. Estamos prestes a concluir essa investigação — afirmou Haddad, em entrevista ao GLOBO, na última sexta-feira.

A partir da identificação da autoria do crime, a Polícia Civil poderá também concluir qual foi a motivação para a morte da designer de moda Thalissa Nunes Dourado.

— As imagens já foram analisadas e trouxeram elementos importantes para a investigação. Ouvimos familiares e amigos da vítima, inclusive pessoas que estiveram com ela nos últimos momentos, que estiveram com ela de madrugada — disse o delegado.

O delegado Marcelo Haddad solicitou exames complementares para a necropsia feita no corpo de Thalissa no Instituto Médico-Legal (IML). O exame feito por peritos legistas apontou asfixia como a causa da morte da designer de moda, mas outros detalhes, como o horário exato da morte da jovem, também podem ajudar nas investigações do caso.

Além da perícia no corpo de Thalissa feita por profissionais do Instituto Médico-Legal (IML), o quarto da jovem também foi periciado por policiais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). No cômodo onde ela foi encontrada morta, no último dia 6, eles analisaram como estavam os móveis e ainda possíveis manchas de sangue.

De acordo com o depoimento da amiga que dividia a casa com Thalissa, na noite anterior ao crime, a vítima havia ido para um bar e teria chegado em casa com sinais de embriaguez, acompanhada por um casal de amigos. Ela contou que ouviu Thalissa subir sozinha para o quarto e não escutou nenhum barulho diferente.

Ao acordar por volta das 5h, a amiga saiu de casa e somente ao voltar, às 11h50, percebeu que Thalissa se atrasaria para o trabalho, então decidiu acordá-la. Ao abrir a porta, encontrou a amiga já sem vida. Desesperada, ela ligou para outra amiga, que chamou o Samu e a polícia.

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