Morte em parque de Itu: Polícia de SP investiga se houve crimes de lesão corporal e homicídio culposo; homem foi esmagado por brinquedo

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RIO — A cena de um homem sendo estrangulado e morto violentamente ao cair de um brinquedo num parque de diversões montado em Itu, interior de São Paulo, na noite desta quinta-feira (28), ainda não sai da cabeça dos moradores. O acidente, que chocou adultos e crianças que frequentavam o parque, deixou ainda cinco pessoas feridas, que acabaram descendo perigosamente da atração chamada de "Superman" para tentar ajudar William Ribeiro, de 29 anos, que não resistiu. Nesta sexta-feira, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar se houve crimes de lesão corporal culposa e homicídio culposo.

Menos de 24 horas depois da tragédia, as testemunhas — que chegaram a gravar a ação — ainda não foram ouvidas, mas a expectativa da polícia é de que os depoimentos, não só de quem presenciou o fato, como das outras cinco vítimas, que acabaram sendo feridas e levadas para atendimento em hospitais próximos, sejam prestados em breve. Até agora, foram ouvidos o operador do brinquedo e o responsável pelo parque. Eles afirmam que William se soltou do brinquedo por vontade própria enquanto ele ainda estava em movimento — de chacoalhar os ocupantes, sentados e presos por uma trava de proteção. O operador teria desligado o brinquedo ao ver que o rapaz havia feito a manobra arriscada. Em seguida, ele teria perdido o equilíbrio, caindo e sendo esmagado pela estrutura.

Autorizado a funcionar

Também nesta sexta-feira, foi realizada uma perícia técnica por engenheiros da Polícia Científica no brinquedo, que será analisada e juntada aos autos do inquérito. Uma vistoria preliminar já apontou que a trava de segurança do brinquedo estaria funcionando perfeitamente. Segundo a delegada Marcia Pereira Cruz, que investiga o caso, documentos comprovaram que o parque tinha licença para funcionar.

— Ainda é muito cedo para concluir qualquer coisa, porque o caso aconteceu ontem e estamos instaurando o inquérito hoje. Mas o que sabemos, por enquanto, é que o parque estava funcionando regularmente. Tinha alvará da prefeitura, apresentou todas as documentações exigidas por lei, tinha alvará do Corpo de Bombeiros, engenharia. Agora, vamos aguardar os laudos: tanto necroscópico da vítima, quanto pericial do brinquedo, assim como as oitivas das testemunhas e das outras vítimas.

As imagens gravadas pelas testemunhas são fortes, e contrastam com toda a atmosfera que cerca o ambiente de um parque de diversões. No vídeo, feito por um frequentador, pessoas aparecem gritando, chorando, desesperadas, enquanto outras descem correndo do brinquedo. "O brinquedo amassou um monte de gente, mano!", diz o homem que registra a tragédia. No fim da gravação, é possível ver o momento em que pessoas seguram o corpo de William, já sem nenhuma reação vital. "Mano, o moleque morreu, velho!", constata o locutor.

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