Morte de João Alberto: Carrefour decide internalizar serviço de segurança que era feito por empresas terceirizadas

O Globo
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RIO - A rede de supermercados Carrefour anunciou nesta sexta-feira vai internalizar os serviços de segurança de suas lojas, até então, realizados por empresas terceirizadas. A decisão foi tomada pela empresa após ouvir as propostas do Comitê Externo e Independente e de Livre Expressão sobre a Diversidade e Inclusão, instutuído o em resposta à “violência racista” que gerou a morte de João Alberto Silveira de Freitas em uma unidade da rede, em Porto Alegre

Segundo o Carrefour, o processo de internalização começará pelos quatro hipermercados no Rio Grande do Sul, em um projeto piloto, incluindo a loja Passo D’Areia, em Porto Alegre.

"O novo modelo é o ponto inicial para transformação do seu modelo de segurança e faz parte dos compromissos anunciados pela rede. O processo de recrutamento e o treinamento dos profissionais para as lojas contará com associação que reúne empreendedores negros da região de Porto Alegre", informou a empresa em nota.

O Carrefour destacou ainda que o processo de internalização do serviço de segurança será baseado em implementação de práticas a implementação de práticas antirracistas e de uma cultura de respeito aos direitos humanos. A empresa também assumiu o compromisso de considerar a representatividade da população brasileira (50% de mulheres e 56% de negros) na hora de fazer contratações.