Morte de macacos acende alerta sobre vírus da febre amarela no Sudeste e Sul do Brasil

RIO — O Ministério da Saúde divulgou, na manhã desta segunda-feira, um boletim epidemiológico que aponta para o aumento do risco de transmissão de febre amarela nos estados do Sul e do Sudeste ao longo do verão. Entre julho de 2019 e 8 de janeiro deste ano, foram confirmadas 38 mortes de macacos pela doença em três estados das duas regiões, a maior parte no Paraná.

A circulação do vírus nos primatas aumenta o risco de transmissão em humanos. Ao todo, foram 1.087 notificações mortes suspeitas de macacos em todo o Brasil. Ao todo, foram 34 animais mortos no Paraná, três em São Paulo e um em Santa Catarina.

A pasta orienta que a população se vacine neste verão, uma vez que as duas regiões concentram grandes populações e baixo índice de vacinação. Dessa maneira, o verão de 2020 pode registrar um novo pico da doença.

No ano passado, em julho, o Ministério da Saúde decidiu antecipar uma campanha de vacinação contra a febre amarela depois de identificar um risco alto de surto da doença na região Sul no verão de 2020. O Paraná registrou um número expressivo de casos em 2019, o que não é comum e acionou o radar da pasta. O governo teme, ainda, um surto de dengue 2.