Morte de manifestante de Mianmar após 10 dias ligada a aparelhos aumenta pressão no Exército

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Manifestantes protestam contra golpe militar em Mianmar na cidade de Yangon

(Reuters) - Uma jovem manifestante de Mianmar que foi baleada na cabeça na semana passada enquanto a polícia dispersava uma multidão morreu nesta sexta-feira, anunciou seu irmão, a primeira morte entre oponentes do golpe militar de 1º de fevereiro desde que estes começaram a protestar duas semanas atrás.

A notícia do falecimento chegou quando a polícia e soldados prendiam cerca de 50 pessoas em Myitkyina, uma cidade do norte, depois de interromperem uma procissão portando faixas da líder de governo detida, Aung San Suu Kyi, disse um ativista de direitos humanos.

Mya Thwate Thwate Khaing, que tinha acabado de fazer 20 anos de idade, estava ligada a aparelhos desde que foi hospitalizada em 9 de fevereiro depois de ser atingida pelo que médicos disseram ser munição letal em um protesto na capital, Naypyitaw.

"Sinto-me muito triste, e não tenho nada a dizer", disse seu irmão, Ye Htut Aung, por telefone.

Sua morte pode se tornar um grito de guerra para os manifestantes que voltaram às ruas nesta sexta-feira.

"Estou orgulhoso dela, e sairei até alcançarmos nosso objetivo por ela", disse o manifestante Nay Lin Htet, de 24 anos, à Reuters em uma manifestação em Yangon, a maior cidade do país.

Além dos protestos, uma campanha de desobediência civil paralisa grande parte dos negócios do governo, e a pressão internacional sobre os militares está aumentando.