Morte de PM na Bahia mobilizou bolsonaristas e até convocou motim; entenda

O Globo
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RIO - A morte do soldado da Polícia Militar da Bahia Wesley Góes — abatido por agentes do Bope após sofrer um aparente surto psicótico e disparar seu fuzil no Farol da Barra, em Salvador — mobilizou bolsonaristas nas redes sociais contra o governador do estado, Rui Costa (PT) depois que a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputada Bia Kicis (PSL-DF), associou, sem evidências, a morte do PM a um ato de resistência a "ordens ilegais" do governador para o cumprimento de medidas de restrição e distanciamento social.

A narrativa de que o policial se rebelou contra as medidas de combate ao novo coronavírus impostas pela Bahia ganhou força de outros parlamentares como o deputado federal José Medeiros (Pode-MT), vice-líder do governo na Câmara, chamou o PM de "herói nacional". A repercussão teve até pedidos de motim entre os oficiais convocado pelo deputado estadual Soldado Prisco.