Morte de sargento da PM instalou clima de tensão na favela de Paraisópolis

Dimitrus Dantas e Guilherme Caetano

SÃO PAULO - Há pouco mais de um mês, o sargento da Polícia Militar (PM) Ronaldo Ruas, de 52 anos, foi morto por traficantes enquanto participava de uma operação na favela de Paraisópolis. Ruas pertencia à Força Tática do 16º Batalhão, grupo responsável pela ação que, na madrugada do último domingo, resultou na morte de nove pessoas em um baile funk. Desde a morte do sargento, a PM decidiu reforçar o policiamento na comunidade, o que aumentou a tensão no local onde vivem 100 mil pessoas.

“Centenas de policiais militares do Policiamento de Choque, do Policiamento de Trânsito, do Comando de Aviação e dos Batalhões da Zona Oeste intensificarão o policiamento para combater o tráfico no local e prender criminosos, sem previsão de término”, informa um trecho de comunicado da PM divulgado no dia em que Ruas foi morto.

Uma megaoperação foi feita na favela já no dia seguinte. Moradores foram revistados e houve atuação de agentes em áreas onde, em tese, existiria atividade de traficantes. De lá para cá, a PM aumentou seu efetivo no local e, segundo relatos, passou a trabalhar de forma mais ostensiva.