Um dia após chuva, número de mortes na Baixada Santista sobe para 19

Bombeiros trabalham para resgatar as vítimas soterradas de um deslizamento de terra no Morro do Macaco Molhado, uma favela no Guarujá. (Foto: Gluilherme Dionizio / AFP via Getty Images)

Oficiais do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil ainda buscam 29 pessoas desaparecidas mais de 24 horas depois da chuva que atingiu a Baixada Santista. Desde o início das buscas, ainda durante da madrugada de segunda para terça-feira, a Defesa Civil já confirmou a morte de 19 pessoas - 15 delas no Guarujá.

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Ao todo, o número de desabrigados é de 155 no Guarujá, 37 em Santos e seis em São Vicente, segundo a Defesa Civil.

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Em comunicado enviado na manhã desta quarta-feira, o órgão afirmou que já foram disponibilizados 15,6 toneladas de materiais de ajuda humanitária (colchões, cobertores, cestas básicas, água sanitária e água potável).

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A Defesa Civil comunicou ainda que o risco de transtornos continua elevado: embora a frente fria já esteja afastada do estado de São Paulo, é possível a incidência de uma chuva de fraca a moderada em pontos isolados da Baixada Santista.

"Essa precipitação será em forma de pancadas com momentos mais persistentes, que elevarão ainda mais os acumulados de chuva na região. Por conta do solo já estar completamente encharcado, o risco de transtornos continua elevado", afirmou a Defesa Civil.

As chuvas que atingiram a Baixada Santista fazem parte do estabelecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul. Segundo o Climatempo, esse fenômeno típico do verão brasileiro constitui na formação de uma extensa faixa de nuvens que cruza o país do Amazonas ao Rio de Janeiro.

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) as chuvas em 2020 tem ocorrido, de forma mais geral, de forma mais concentrada.

"Tomando como exemplo a cidade de São Paulo, durante o mês de fevereiro, as chuvas ocorreram de forma mais concentrada, com grandes acumulados de chuva em poucas horas, intercalados por períodos sem ou com pouca chuva. Destaque para o dia 10 de fevereiro, em que os acumulados de chuva ultrapassaram os 100 mm em 24 horas", afirmou o CPTEC após questionamento do GLOBO.

Segundo dados do Núcleo de Gerenciamento de Emergência da Defesa Civil, o acumulado da chuva foi de 282 mm no Guarujá, 218 mm em Santos e 169 mm em São Vicente. Como padrão de comparação, o volume esperado para todo o mês de março em Santos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é de 257 mm.

"De todo modo, o dano provocado pela chuva está diretamente associado à localização em que ela ocorre e ao tipo de ocupação do solo. Por exemplo, se a chuva ocorrer em uma região de encostas, com casas construídas de forma inapropriada, o risco de deslizamento é grande. Por isso, os órgãos de monitoramento trabalham no sentido de prevenir eventuais desastres naturais", afirma o CPTEC.

da Agência O Globo