Mortes por covid-19 chegam a 667; são 13.717 casos confirmados

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 13.717, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (7). O número de mortes é de 667. A taxa de letalidade é de 4,9%.

Apenas Tocantins não tem, até o momento, mortes confirmadas. Os óbitos registrados são: Acre (1), Amazonas (23), Amapá (2), Pará (5), Rondônia (1), Roraima (1), Alagoas (2), Bahia (12), Ceará (31), Maranhão (4), Paraíba (4), Pernambuco (34), Piauí (4), Rio Grande do Norte (8), Sergipe (4), Espírito Santo (6), Minas Gerais (11), Rio de Janeiro (89), São Paulo (371), Distrito Federal (12), Goiás (5), Mato Grosso do Sul (2), Mato Grosso (1), Paraná (15), Rio Grande do Sul (8) e Santa Catarina (12).

Nesta segunda-feira (6), eram 12.056 casos confirmados e 553 óbitos. A quantidade de diagnósticos positivos cresceu 14% de segunda para terça e a de mortes, 21%. São 1.661 novos casos de um dia para o outro e 114 mortes, no mesmo período.

O maior número de casos atuais está concentrado na região Sudeste — com 8.138 infectados — 59,3% de todas as contaminações. São Paulo é o estado com mais alto número de registros: conta 5.682 casos e 371 mortes. Rio de Janeiro tem 1.688 diagnósticos positivos e 89 mortes.

A região Nordeste tem 17,6% das infecções —2.417 casos. Logo atrás, a região Sul conta 10,4% — 1.428 diagnósticos positivos. O Norte tem 951 casos, e o Centro-Oeste, 783 casos.

A demora no resultado de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais. Há também uma subnotificação de casos confirmados devido à limitação de testes de diagnóstico.

A incidência para o Brasil é de 6,5 por 100 mil habitantes. O indicador varia por unidade da Federação, sendo a mais alta no Distrito Federal (16,1 por 100 mil habitantes). Entre as cidades, Fortaleza registra o maior coeficiente de incidência (34,7 por 100 mil habitantes).

Além do DF, estão em situação crítica - 50% acima da incidência nacional - os estados do Amazonas, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo informações do Ministério da Saúde, 78% das pessoas que morreram tinham mais de 60 anos, 58% são homens e 76% apresentam pelo menos um fator de risco, como cardiopatias, diabetes ou pneumonia. 

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, a pasta pretende compilar e divulgar o número de pessoas que se recuperaram da covid-19. Segundo ele, nas últimas 24 horas, 173 pessoas tiveram alta, seja para sair do hospital ou da UTI.

Desde o início da pandemia, foram registradas 32.730 hospitalizações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) no Brasil. Do total com esse quadro sintomático, 2.931 casos (10%) foram confirmados para covid-19. O restante são infecções causadas por outros vírus, como influenza.

São Paulo é o estado mais crítico nas internações. 49% das hospitalizações por SRAG no período ocorreram nesta unidade da Federação, sendo que 74% desse total eram casos de covid-19.

Em todo o território nacional, houve um incremento de 253% em 2020 em relação ao mesmo período de 2019 do total de internações de SRAG, o que indica sobrecarga no sistema. 

Nesta semana, devem ser entregues 295 mil testes de biologia molecular (RT-PCR), que identificam a contaminação logo no início. (Photo: Sipa USA via AP)

Testes para covid-19

Os dados de casos confirmados e mortes estão disponíveis em um painel online do Ministério da Saúde com informações dos estados e municípios. Desde que foram feitas modificações na alimentação do sistema de informações oficiais e na ampliação de testes, o governo federal espera um aumento de diagnósticos.

Segundo a pasta, 500 mil testes rápidos começaram a ser distribuídos no País na semana passada. Este é o primeiro lote de um total de 5 milhões de testes rápidos adquiridos pela Vale e doados ao governo federal. Os outros 4,5 milhões devem chegar ao Brasil neste mês.

Esse tipo de teste é direcionado para profissionais de saúde, além de agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis com sintomas de síndrome gripal. Apesar do resultado em minutos, esse tipo de teste, por meio de sorologia, só é eficaz após dias de contaminação, devido ao tempo de reação do organismo para produzir anticorpos.

Sobre essa limitação, o ministério afirma que está elaborando um protocolo com recomendações sobre o uso dessa modalidade. Os testes rápidos devem ser usados como triagem após o 7º dia do início dos sintomas respiratórios, desde que a pessoa já não apresente mais sintomas. “A iniciativa permite que estes profissionais, que estão na linha de frente e fazem parte de serviços essenciais, retornem ao trabalho em menos tempo, com segurança, e não precisem aguardar os 14 dias de isolamento preconizado”, diz nota enviada pela assessoria de imprensa.

Além do lote da Vale, outros 3 milhões de testes rápidos serão comprados por meio da Fiocruz, segundo o Ministério da Saúde.

Quanto aos testes de biologia molecular (RT-PCR), que identificam a contaminação logo no início, na última semana, foram distribuídos 82,6 mil unidades, de acordo com a pasta. Com esta nova remessa, chega a 137,4 mil o total desse tipo de teste, usado para diagnosticar casos graves internados com a covid-19.

Essa modalidade também é usada na Rede Sentinela, que acompanha por amostragem a evolução da doença no Brasil, como os sintomas dos casos associados ao vírus tanto em quadros graves (SRAG) quanto nos leves, de síndrome gripal.

Nesta semana, devem ser entregues mais 295 mil testes RT-PCR. O Ministério da Saúde também prometeu investir R$ 200 milhões para estruturação dos 27 laboratórios públicos, além de financiar a construção de um Biobanco Nacional no Instituto Evandro Chagas (IEC) para armazenar e gerenciar amostras clínicas positivas para a covid-19, a fim de melhorar as condições de pesquisa.

A ampliação da testagem é uma resposta à orientação internacional. Antes, apenas os casos mais graves, em que há indicação de internação, faziam o exame no Brasil, apesar da orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de testar todo caso suspeito.

Quanto aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), a pasta informou nesta terça que distribuiu mais de 53,1 milhões de para profissionais de saúde. Foram 15,8 milhões de máscaras, 23,9 milhões de luvas, 12,4 milhões de sapatilhas e toucas, 742 mil aventais e 60 mil óculos e 183,3 mil unidades de álcool em gel.

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