Mortes por overdose de drogas nos EUA ultrapassam 100 mil pela primeira vez

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Morador de rua mostra o que diz ser droga sintética em San Francisco

Por Brad Brooks e Manas Mishra

(Reuters) - Mais norte-americanos do que nunca morreram de overdose de drogas em um período de 12 meses, de acordo com dados federais divulgados nesta quarta-feira, uma vez que a pandemia de coronavírus interrompeu o atendimento médico e aumentou os problemas de saúde mental.

O registro de mais de 100 mil mortes por overdose entre abril de 2020 e abril de 2021, que o presidente dos EUA, Joe Biden, chamou de "um marco trágico", representa um salto de 28,5% em relação aos 12 meses anteriores, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

O governo Biden disse que pressionará os Estados a promulgarem leis que facilitem o acesso das pessoas à naloxona, um medicamento que pode reverter as overdoses de opioides.

“Ninguém deveria morrer de overdose, e a naloxona é uma das ferramentas mais eficazes de que dispomos para salvar vidas”, disse Rahul Gupta, diretor do Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas.

Biden afirmou em um comunicado que, mesmo enquanto o país luta contra a pandemia de Covid-19, "não podemos ignorar esta epidemia" de mortes por overdose de drogas.

Joshua Sharfstein, diretor da American Health Initiative da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, que se concentra em vícios e overdose, disse que o pico de mortes por drogas ocorreu na primavera de 2020, no início da pandemia. Ele espera que os dados de overdose ano a ano comecem a cair com os dados de julho, mas não muito.

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