Moscou admite querer controlar todo o sul e leste da Ucrânia; ONU vê “possíveis crimes de guerra"

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A Rússia aspira controlar totalmente o sul da Ucrânia e a região do Donbass (leste), com o objetivo de estabelecer uma ponte terrestre para a Crimeia, que Moscou anexou em 2014, afirmou o general russo Rustam Minnekayev nesta sexta-feira (22). Enquanto isso, as Nações Unidas indicam que as ações do exército russo no país vizinho "poderiam constituir crimes de guerra”.

Em uma reunião com empresas de um complexo militar e industrial em Ekaterinburgo, na Rússia, o general Minnekayev foi claro sobre os planos de Moscou na Ucrânia. "Desde o início da segunda fase da operação especial, um dos objetivos do exército russo é estabelecer o controle total sobre o Donbass e o sul da Ucrânia. Isto permitiria garantir um corredor terrestre até a Crimeia", disse o subcomandante das forças do distrito militar do centro da Rússia.

Ele explicou que essa operação vai permitir “assegurar um corredor terrestre até a Crimeia e uma influência nas infraestruturas-chaves da economia ucraniana, como os portos do Mar Negro, por onde são feitos os embarques de produtos agrícolas e metalúrgicos", afirmou, citado por agências russas.

De acordo com Minnekayev, o controle do sul da Ucrânia também permitirá ajudar os separatistas pró-Rússia da Transnístria, que desde 1992 controlam um território da Moldávia na fronteira com o oeste da Ucrânia. "Também observamos casos de opressão da população de língua russa” no local, comentou o general.

A Moldávia é um pequeno país de língua romena que integrou a União Soviética e atualmente tem um governo pró-Ocidente.

Possíveis crimes de guerra

"Cabe a um tribunal determinar concretamente se isto aconteceu, mas cada vez há mais evidências de que foram cometidos crimes de guerra", completou a porta-voz.


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