Moscou alerta sobre chegada de jihadistas estrangeiros ao Afeganistão

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Presidente russo, Vladimir Putin, na residência oficial de Novo-Ogaryov, em 16 set. de 2021 (AFP/Alexey DRUZHININ)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (13) que combatentes jihadistas do Iraque e da Síria estão chegando ao Afeganistão, o que ele teme desestabilizar os países aliados de Moscou na Ásia central.

"Vários grupos terroristas, incluindo a organização do Estado Islâmico, estão ativos naquele país. E combatentes experientes do Iraque e da Síria estão ativamente indo para lá", afirmou Putin.

"É possível que terroristas tentem desestabilizar países vizinhos (...) ou mesmo tentem uma expansão direta", acrescentou o presidente russo durante uma videoconferência com os chefes dos serviços de segurança da Comunidade de Estados Independentes (CEI), que reúne as nações da antiga União Soviética.

“É importante monitorar permanentemente as fronteiras”, alertou.

As declarações refletem a preocupação da Rússia com a incerteza no Afeganistão desde que o Talibã voltou ao poder após a retirada das tropas dos Estados Unidos.

O movimento radical islâmico tomou a capital, Cabul, em agosto, em uma ofensiva relâmpago que derrubou o governo apoiado por países ocidentais.

Na conferência com Putin, o chefe da segurança nacional do Tajiquistão, Saimumin Yatimov, relatou uma "intensificação" do tráfico de drogas, armas e munições na fronteira com o Afeganistão.

A Rússia considera o movimento talibã como terrorista, mas mantém diálogo com ele há anos.

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