Moscou e São Petersburgo registram recordes de mortes diárias por covid-19

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Passageiros no metrô de Moscou em 27 de junho de 2021

As autoridades russas anunciaram nesta segunda-feira um recorde de mortes diárias por covid-19 nas cidades de Moscou e São Petersburgo, sinal claro de que a situação é cada vez mais grave no país, muito afetado pela variante Delta do coronavírus.

De acordo com números oficiais, Moscou registrou 124 mortes por covid-19 e São Petersburgo 110 nas últimas 24 horas, superando os respectivos recordes diários que as duas cidades haviam anunciado no fim de semana.

No conjunto do país foram registrados 21.650 novos casos e 611 mortes, o que eleva o balanço oficial a mais de 5,4 milhões de infecções e 133.893 mortes, o mais grave da Europa. A agência de estatísticas Rosstat contabiliza 270.000 vítimas fatais até o fim de abril.

A capital da Rússia havia superado no domingo o recorde diário, com 114 óbitos.

O prefeito da cidade, Serguei Sobianin, afirmou que 2.000 pessoas são hospitalizadas a cada dia por covid-19 e que quase 75% dos leitos disponíveis já estão ocupados.

São Petersburgo, ex-cidade imperial e a segunda maior do país, sede de várias partidas da Eurocopa, inclusive um confronto das quartas de final na próxima sexta-feira, havia registrado o recorde de 107 mortes no sábado.

A Rússia é afetada há várias semanas pela variante Delta, mais contagiosa e motivo de preocupação mundial por sua rápida expansão entre pessoas não vacinadas.

Para conter seu avanço, Moscou determinou o retorno ao teletrabalho de parte de população, a vacinação obrigatória para trabalhadores do setor de serviços e a criação de um certificado de saúde para entrar em restaurantes.

Mas um confinamento general, como o que foi aplicado no início de 2020, não é contemplado atualmente nesta cidade de 12 milhões de habitantes.

Mais de 10 regiões russas adotaram a vacinação obrigatória para alguns setores da população.

A campanha de imunização avança lentamente no país devido à desconfiança generalizada da população a respeito dos fármacos.

Apenas 21,8 milhões de pessoas de uma população de 146 milhões receberam ao menos uma dose, segundo os números publicados pelo site Gogov que, na ausência de dados oficiais a nível nacional, compila dados divulgados por governos regionais e pela imprensa.

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