Moscou impõe novas restrições da Covid-19 em meio a recorde de mortes na Rússia

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Paciente é transportado do lado de fora de hospital para infectados com o coronavírus em Moscou

Por Gleb Stolyarov e Dmitry Antonov e Polina Devitt e Anton Zverev

MOSCOU (Reuters) - O prefeito de Moscou anunciou nesta terça-feira uma restrição de quatro meses para pessoas com mais de 60 anos não vacinadas, que devem ficar em casa, e o governo russo propôs o fechamento por uma semana dos locais de trabalho, conforme a Rússia atinge mais um recorde no número de mortes diárias por Covid-19.

As medidas refletem um senso crescente de urgência por parte das autoridades, que vêm enfrentando um rápido aumento no número de casos e a relutância pública generalizada em tomar a vacina de fabricação russa Sputnik V contra o coronavírus.

Moscou, uma cidade de 12,7 milhões de habitantes, pediu às pessoas com mais de 60 anos que fiquem em casa por quatro meses a partir de 25 de outubro, a menos que estejam vacinadas ou tenham se recuperado da Covid-19, e que as empresas mantenham pelo menos 30% de seus funcionários trabalhando de forma remota.

"O número de pessoas hospitalizadas com a forma grave da doença está aumentando a cada dia", escreveu o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, em seu site.

"O mais alarmante é a situação da infecção por Covid-19 entre a geração mais velha", acrescentou, dizendo que adultos acima dos 60 anos respondem por 60% dos pacientes, quase 80% das pessoas em ventilação e 86% das mortes.

As novas regras foram anunciadas horas depois de a Rússia registrar 1.015 mortes relacionadas ao coronavírus, o maior número diário desde o início da pandemia, além de 33.740 novos casos nas últimas 24 horas.

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