Mostras que celebram a fotografia entram em cartaz no Cosme Velho

Por si só uma atração, o casarão dos anos 1930 na Rua Filinto de Almeida 42, onde funciona a Z42 Arte, ganhou mais dois bons motivos para ser visitado. A partir de sábado que vem, serão inauguradas por lá as exposições “Nascer de terras”, da artista Amanda Coimbra, brasiliense radicada no Rio; e “Esqueça de mim”, do artista carioca Marcelo Albagli. Com curadoria de Fernanda Lopes, as mostras ocuparão todo o espaço expositivo do casarão no Cosme Velho com obras inéditas, que partem de fotografias de momentos históricos e personalidades importantes da História.

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— Independentes entre si, as exposições de Amanda e Marcelo revelam a pesquisa recente e inédita de dois jovens artistas que vivem e trabalham no Rio e, vistas em conjunto, permitem a reflexão sobre questões atuais como o estatuto da imagem, a prática do desenho na arte contemporânea e a construção/invenção da memória — diz a curadora.

Amanda parte da famosa fotografia “Earthrise” (1968), do astronauta William Anders, que mostra a Terra vista da Lua, para criar as cerca de 20 obras. Considerada uma das cem fotografias que mudaram o mundo, a imagem serviu de base para a artista começar a registrar o céu noturno de forma analógica. Com os negativos em mãos, ela começou a arranhá-los, com agulhas, pontas de compasso e outros objetos pontiagudos, fazendo desenhos, criando novos planetas, desenhando estrelas e luas e repensando o lugar do ser humano no mundo.

Já Albagli, partindo de fotografias de personalidades históricas, apresenta cerca de 20 desenhos em grafite sobre papel dos séculos XVIII e XIX, que tratam de memória — afetiva, nacional e histórica. As folhas antigas trazem marcas do tempo, como mofo, manchas e amarelados, que interessam ao artista e se integram às obras.

O espaço de 1.500 metros quadrados abriga cinco salas de exposição, além de dez ateliês de artistas, como o de Fernando Mello Brum. Ele está produzindo obras para a exposição individual “Primavera em Júpiter”, que será inaugurada também no sábado que vem, mas na Galeria Samba Arte Contemporânea, em São Conrado. Além dele, Cali Cohen, Maria Lúcia Fontainha e Jorge Barata, entre outros, produzem no casarão. O imóvel conta ainda com um auditório para cursos, palestras, workshops, cinema e teatro.

As mostras ficam em cartaz até 17 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h. Sábado, só mediante agendamento. A entrada é franca.

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