Motim em presídio por medo da COVID-19 deixa 14 feridos no Peru

Mulher abraça um prente no presídio feminino de Santa Mónica, em 4 de maio de 2020 em Lima, após a soltura de nove detentas como medida para aliviar a lotação carcerária e reduzir o risco de contágio do coronavírus

Um motim deflagrado pelo medo do novo coronavírus deixou 14 feridos, entre detentos e agentes penitenciários, em uma prisão no sul do Peru - informou o Instituto Nacional Penitenciário (INPE).

"Como resultado dos confrontos, seis presos e oito agentes de segurança prisional foram feridos na prisão de Camaná", 830 quilômetros ao sul de Lima, no tumulto que eclodiu na segunda-feira à tarde e foi controlado pelos guardas, informou o INPE.

Com capacidade para 78 pessoas, o presídio de Camaná, na região de Arequipa, abriga 450 detentos, conforme a Ouvidoria. Segundo o INPE, a instituição não registrou casos de coronavírus.

O medo do vírus gerou motins e uma grave crise, por causa da falta de suprimentos médicos e atendimento de saúde nas prisões.

Segundo as autoridades, pelo menos 30 prisioneiros morreram, devido à COVID-19, e mais de 645 foram infectados nas prisões lotadas do Peru. A epidemia também afetou 224 carcereiros. Sete deles morreram.

Em 23 de abril, o governo anunciou que indultaria cerca de 3.000 prisioneiros vulneráveis ao coronavírus em alguns dos 68 centros penitenciários do país.