Enem: 7 erros do ministro da Educação para você não errar na hora da redação

Não se baseie nos erros de Abraham Weintraub para fazer sua prova (AP Photo/Eraldo Peres)

Em menos de um ano à frente da pasta, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, já cometeu diversas gafes e erros gramaticais que viralizaram na internet e se tornaram notícia nas redes sociais e na mídia em geral.

O que não falta é gente dizendo que ele reprovaria no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Relembre algumas “escorregadas” de Weintraub e veja as correções. Se você vai prestar o Enem ou alguma outra prova, fique atento e evite os erros a seguir.

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1. Concordância verbal

No filme ‘Cantando na Chuva’, Gene Kelly pendurava-se num poste em uma noite de chuva. Em um vídeo divulgado em seu Twitter, Weintraub faz referência ao musical aparecendo com guarda-chuva na mão e anunciando a suposta "chuva de fake news" que teria acometido o MEC. A fala, no entanto, chamou atenção por um erro de concordância verbal. Ele falou:

“haviam emendas parlamentares de R$ 55 milhões...”

O erro: o verbo haver não flexiona quando empregado no sentido de existir, sendo impessoal. O correto seria: “Havia emendas parlamentares de R$ 55 milhões...”

2. Uso da crase

Ao longo dos meses a frente do Ministério da Educação, Weintraub já cometeu diversos erros de ortografia, como:

O erro: não existe a crase em “a 1 semana de férias”

3. Ortografia: uso do hífen

Correção: má-fé tem hífen.

O erro e a correção: a palavra “bem-humorado” possui hífen. Além disso, sempre após os sinais “dois pontos” e “ponto e vírgula”, a palavra deve iniciar com letra minúscula.

4. Ortografia: troca de C por S

Weintraub foi acusado de curtir um post que prega a violência contra estudantes. Ao defender sua atitude, o ministro derrapou na gramática. Depois de receber muitas críticas, ele apagou o tuíte e postou novamente, já com a devida correção. O primeiro post foi escrito assim:

“Há uma série de fake news envolvendo meu nome, algumas calúnias nas quais eu insitaria a violência”

Correção: “Há uma série de fake news envolvendo meu nome, algumas calúnias nas quais eu incitaria a violência”

Explicação: Ele trocou a letra "c" por "s", grafando errado a palavra incitaria.

5. Confusão com vírgulas

Os erros: faltou a vírgula indicando que palavras foram eclipsadas: “Eu, o mais bonito”. A vírgula é obrigatória antes da conjunção “e” quando há orações aditivas de sujeitos diferentes.

Correção: “Cuidem bem dele, e que Deus proteja a todos”.

6. Derrapada na conjugação verbal

O erro: reencontrar é verbo transitivo direto, cujo complemento, ou seja, o seu objeto, não exige preposição.

Correção: “Reencontrar minhas amigas e amigo do coral no MEC!”

7. Troca de palavras

O ministro escreveu em um tweet em 27 de junho:

“Tranquilizo os "guerreiros" do PT e de seus acepipes: o responsável pelos 39 kg de cocaína NADA tem a ver com o Governo Bolsonaro. Ele irá para a cadeia e ninguém de nosso lado defenderá o criminoso. Vocês continuam com a exclusividade de serem amigos de traficantes como as FARC”.

O erro: ao comentar o caso envolvendo um militar preso com cocaína, o ministro da Educação usou o termo "acepipes", o que deixou o texto sem compreensão. Ele queria dizer "asseclas", termo que significa seguidor ou partidário. Acepipe é uma palavra mais saborosa. Ela se refere a um petisco, em geral um prato servido como entrada de refeição.

Em uma sessão no Senado, o ministro cometeu uma gafe inusitada: confundiu o escritor Franz Kafka (1883-1924) com um prato da culinária árabe, kafta (preparado com carne moída, cebola e hortelã picada):

“Eu sofri na pele um processo inquisitorial. E fui inocentado. Durante oito meses eu fui investigado, processado e julgado num processo inquisitorial e sigiloso. Que eu saiba, só a Gestapo fazia isso. Ou no livro do cafta ou na Gestapo”.

O escritor Franz Kafka é autor de obras consagradas como ‘A Metamorfose’ e o termo kafkiano passou aos dicionários designando algo absurdo.