Motoboys prometem nova mobilização na tarde desta segunda em São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes do Sindimoto-SP devem participar nesta segunda-feira (13), às 15h, de uma reunião com os responsáveis por mobilidade, trânsito e transporte da Prefeitura de São Paulo. A ideia é discutir uma padronização para quem trabalha com entregas em motocicletas, evitando a confusão com falsos entregadores que têm praticado assaltos.

"Durante a pandemia, éramos 'comparados a heróis', por várias vezes recebemos os mais diversos tipos de incentivo da população e consumidores. Agora voltamos à estaca zero, a classe trabalhadora está sendo associada a crimes e vandalismo", afirma o ofício enviado pelo sindicato ao prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Segundo a entidade, a onda de falsos entregadores fez aumentar o preconceito contra a profissão nos últimos meses, assim como as abordagens policiais as quais os motoboys têm sido submetidos.

Segundo o sindicato, devem participar da reunião na rua Boa Vista (região central), representando Nunes, o secretário de Mobilidade e Trânsito, Ricardo Teixeira, e o secretário executivo de Transporte e Mobilidade Urbana, Gilmar Miranda.

O Sindimoto planeja uma concentração de motoboys na sede da entidade, no Brooklin, de onde todos deverão partir até o encontro com as autoridades municipais.

Entre as propostas, o sindicato propõe a troca das mochilas (bags) por baús, que deverão contar com um número provisório de cadastramento na prefeitura, bem como da placa da moto. Também sugere a inscrição e conclusão de curso para motofretistas como condição para ter uma licença defintiva.

No fim de maio, o sindicato entregou aos representantes da segurança pública proposta semelhante. Durante um protesto, cerca de 500 entregadores se concentraram em frente ao Masp (Museu de Artes de São Paulo), na avenida Paulista. Por volta as 17h30, eles pararam a marginal Pinheiros, na altura da ponte João Dias, sentido Interlagos, na zona sul.

A Operação Sufoco, que aborda entregadores de moto, foi implantada depois do assassinato de Renan Silva Loureiro, 20, morto por um falso entregador na zona sul da cidade.

Após o protesto do fim de maio, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que era sensível aos pedidos dos trabalhadores com motocicleta, mas que contava com a compreensão e com a colaboração com as blitze da Polícia Militar.

"Essa é uma das diversas ações lançadas no começo do mês para combater os crimes praticados por falsos entregadores. O objetivo da operação não é penalizar os trabalhadores, mas, pelo contrário, dar mais condições de segurança para o exercício da profissão e dar mais sensação de segurança para a população em geral", disse, na ocasião.

Segundo a pasta estadual, até então, foram recuperadas nas operações 130 motocicletas furtadas ou roubadas.

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