Motociatas de Bolsonaro já custaram quase R$ 3 milhões aos cofres públicos

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Presidente Jair Bolsonaro em motociata em Uberlândia (Foto: Alan Santos/ PR)
Presidente Jair Bolsonaro em motociata em Uberlândia (Foto: Alan Santos/ PR)
  • Motociatas de Jair Bolsonaro já custaram quase R$ 3 milhões aos cofres públicos

  • Levantamento foi feito pelo jornal Folha de S. Paulo

  • Valor leva em conta gastos com cartão corporativos e despesas dos estados com segurança

Levantamento do jornal Folha de S. Paulo revelou que as motociatas do presidente Jair Bolsonaro custaram ao menos R$ 2,8 milhões aos cofres públicos.

A quantia inclui as despesas com cartão de pagamento do governo, informadas pela Secretaria-Geral da Presidência, e os custos assumidos pelos estados para garantir a segurança da população e da comitiva de Bolsonaro.

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No entanto, o valor divulgado pelo governo federal só contabiliza as despesas relativas a cinco das 12 motociatas que tiveram a presença do presidente.

O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa uma solicitação do Congresso para auditoria nos gastos da União com as motoristas. O pedido foi feito por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

A área técnica do TCU afirmou em relatório aos ministros do tribunal que não é possível apontar irregularidades nos gastos de Bolsonaro, já que não existe previsão legal para determinar o que é uma viagem de interesse público.

De acordo com o jornal O Globo, os técnicos ainda recomendaram o arquivamento da investigação no tribunal e o envio do material à CPI e às comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do Senado.

Diante da queda de popularidade do governo, o presidente Jair Bolsonaro tem intensificado a realização de motociatas pelo país, em busca de uma demonstração de apoio popular.

A gestão Bolsonaro enfrenta desgaste com a disparada da inflação e com denúncias de corrupção na compra de vacinas reveladas pela CPI da Covid.

O presidente aproveita também esses eventos para os discursos autoritários, quando diz que não aceitará os resultados das eleições de 2022 caso seja derrotado, além de ataques a governadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além disso, o chefe do Executivo costuma gerar aglomerações e abraçar apoiadores sem máscara.

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