Motorista de conversível do 'barraco no Leblon' negou ter trocado 'carícias e carinhos' com jovens de biquíni

Paolla Serra

O engenheiro de produção Wilton Vacari Filho, de 31 anos, negou que tenha trocado “carícias e carinhos” com as duas amigas que desfilaram de biquíni dentro de seu conversível pela Rua Dias Ferreira, no Leblon, na última sexta-feira. Ao registrar na 14ª DP (Leblon) a suposta injúria que o trio sofreu da arquiteta Aline Cristina Araújo Silva, de 37, o engenheiro disse que, embora não tenha relacionamento amoroso com as moças, chegou a beijá-las no carro, mas de forma rápida, justamente por estar dirigindo.

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Wilton afirmou ainda que não teve qualquer comportamento que pudesse “atentar contra as pessoas que visualizavam a cena”. O caso ocorreu a poucos metros da delegacia. Ao voltarem para casa de um passeio de lancha na Marina da Glória, Wilton, Priscilla Dornelles e Scheila Danielle Gmack Santiago passavam, por volta das 20h, pelo restaurante Togu.

Enquanto dançavam e se beijavam dentro do veículo, eles foram alvos de garrafas atiradas por Aline, que estava com parentes e amigos em uma mesa do bar. Scheila então desceu do carro e agrediu a arquiteta. O namorado dela ainda lhe arrancou a parte de cima do biquíni. Vídeos que mostram a confusão viralizaram nas redes sociais.

 

Na delegacia, Wilton contou não ter tido visão clara do “fato em si” porque algumas mesas do restaurante estavam na sua frente. Ele disse ter visto Scheila descer do carro e depois retornar. Depois dali, disse ter deixado as amigas em casa, na Barra da Tijuca, e as ter encontrado mais tarde, em uma boate, no mesmo bairro. O trio, porém, não teria mais comentado sobre o episódio, tendo sido surpreendido no dia seguinte com a repercussão do caso.

Em seu Instagram, Aline disse ter ficado incomodada com as cenas que presenciou e ter tentado “apagar o fogo” do trio que estava no conversível.

 

“Nós vivemos em uma sociedade e temos que ter respeito pelo outro”, disse ela, que completou: “Os três estavam fazendo preliminares, parecendo um filme pornô bem ali na nossa frente, de camarote”, narrou, afirmando ainda que o fato estava sendo repudiado com xingamentos por “toda a rua”.

Advogado do engenheiro, Renan Pacheco Canto disse ao EXTRA que seu cliente noticiou todas as “ofensas públicas proferidas contra sua honra e imagem”.

— A arquiteta fez diversas insinuações, dizendo inclusive que as meninas eram garotas de programa e estavam drogadas. Nós formalizamos o registro porque a honra dele foi publicamente abalada em redes sociais. E isso deve ser reestabelecido, com medidas cíveis e criminais — explicou o advogado.