Motorista presa após atropelamento de modelo é liberada por fiança de R$ 3 mil

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Motorista reclamou de como ficou seu carro logo após acidente que matou modelo (Reprodução)
Motorista reclamou de como ficou seu carro logo após acidente que matou modelo (Reprodução)
  • Ela foi ouvida em uma audiência de custódia e juiz entendeu que ela devia ser liberada;

  • Policiais teriam recebido informações no local do acidente;

  • PM informou que atendeu a ocorrência "constatou que se tratava de uma colisão envolvendo um veículo de passeio e uma bicicleta".

A motorista Adriana Felisberto Pereira, 33 anos, envolvida no atropelamento que matou a ciclista Luísa Lopes, de 24 anos, na semana passada em Vitória (ES), foi liberada da Delegacia Regional do município após pagar fiança de R$ 3 mil.

No dia do acidente, a mulher chegou a ser conduzida à Delegacia Regional do município sob suspeita de dirigir embriagada. Segundo o G1, ela foi ouvida em uma audiência de custódia, destinada para presos em flagrante, e o juiz José Leão Ferreira Souto entendeu que ela devia ser liberada.

Segundo o magistrado, com base no auto de prisão registrado, os policiais teriam recebido informações no local do acidente de que a vítima teria sido atropelada por outro carro e arremessada contra o automóvel de Adriana.

Ao jornal, a Polícia Militar informou que, no local, a equipe que atendeu a ocorrência "constatou que se tratava de uma colisão envolvendo um veículo de passeio e uma bicicleta". A nota enviada pela corporação, no entanto, não cita o envolvimento de um segundo carro no acidente.

A PM ainda não sabe dizer se o semáforo estava fechado para a ciclista ou para a motorista. No entanto, suspeita que o carro estivesse em alta velocidade. Adriana é investigada pelo acidente.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento Médico Legal de Vitória antes da liberação para os familiares.

“Estourei a cabeça dela porque ela passou na minha frente”

Em um vídeo que circula pelas redes sociais, Adriana Felisberto Pereira comentou o acidente com uma testemunha. As informações são do G1.

Em um trecho, Adriana afirmou que tem consciência da morte da jovem, mas se mostra preocupada com seu próprio veículo, destruído com o impacto do atropelamento da jovem.

Segundo testemunhas, Luísa, que também era estudante de Oceanografia e passista da escola de samba Unidos de Jucutuquara, estava na faixa de pedestres e foi arremessada contra o veículo, sendo arrastada por vários metros.

Segundo a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Luísa não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Os agentes ofereceram à motorista o teste conhecido como bafômetro, mas Adriana se recusou a fazer o teste.

Pedido de Justiça

Nas redes sociais, a Unidos de Jucutuquara lamentou a morte da passista e informou que o velório ocorreu no sábado (16), na quadra da escola de samba. Além disso, amigos e familiares pedem Justiça pela morte da modelo.

"Estamos cansados, cansados de ver os nossos morrendo e ficar por isso mesmo. Cadê as leis? Por que as próprias leis têm pessoas específicas? Me dói saber que poderia ser qualquer um de nós, dessa vez foi minha amiga e amanhã? Não podemos nos calar, não podemos deixar passar", escreveu uma amiga.

Uma manifestação foi marcada para quarta-feira (19), por volta das 18h, na avenida onde ocorreu o acidente.

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