Mourão afirma que indigenista e jornalista passaram a 'correr risco' por não avisar autoridades

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos há mais de uma semana na Amazônia, passaram a "correr risco" por ter entrada em uma área "perigosa" sem escolta e sem terem avisado as autoridades.

— É um caso de polícia. É uma região inóspita, afastada de tudo. Na fronteira com o Peru, e do lado peruano uma série de ilegalidades acontece. Madeira etc e tal. Do nosso lado, também. As duas pessoas entram numa área que é perigosa, sem pedir uma escolta, sem avisar, efetivamente as autoridades competentes e, passam a correr risco. Lamentavelmente é isso aí — disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto.

No domingo, o Corpo de Bombeiros do Amazonas e a Polícia Federal informaram que foi encontrada uma mochila que pertencia a um dos dois desaparecidos. O material será encaminhado à perícia.

Mourão disse que torce para que os dois ainda sejam encontrados com vida.

— Vamos torcer pra que eles estejam com vida ou tenham sido simplesmente aprisionados, seja lá o que for, ou tenham conseguido se evadir das pessoas que estavam tentando fazer algum dano a eles e estão vagando por dentro da selva.

Também nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os "indícios" são de que os dois foram vítimas de alguma "maldade", e que será "muito difícil encontrá-los com vida".

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