Mourão avalia convidar Geraldo Alckmin a reunião de Conselho da Amazônia, órgão coordenado pelo vice-presidente

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, avalia convidar o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para participar de uma agenda de um órgão do governo antes mesmo de ele tomar posse, em janeiro. Trata-se da última reunião do Conselho da Amazônia, que deverá ocorrer no mês que vem.

O colegiado, presidido por Mourão, coordena as ações dos mais variados braços do governo federal responsáveis pelas políticas públicas voltadas à região amazônica, sobretudo às relacionadas à proteção ambiental.

— Pode ser que eu o convide. Vai ser uma reunião para fazer um balanço de todas as atividades. E eu não sei se o conselho vai prosseguir (no futuro governo), então vou analisar — afirmou.

Mourão assumiu o posto após pedir ao presidente Jair Bolsonaro uma atribuição executiva no governo. O conselho não possui orçamento nem servidores próprios. O colegiado faz apenas o meio de campo entre as pastas que atuam na Amazônia, como os ministérios da Justiça, do Meio Ambiente e da Defesa.

Mourão ainda não bateu martelo sobre o convite a Alckmin porque não sabe se o comando do Conselho continuará a cargo do vice-presidente da República no futuro governo, como é hoje. Não se sabe sequer se o colegiado será mantido a partir de 2023.

Diferentemente de Bolsonaro e o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, Mourão e Alckmin já se falaram. O atual vice-presidente enviou uma mensagem ao seu sucessor. Nela, colocou-se à disposição para contribuir com o processo de transição que envolva as questões da Vice-Presidência e avisou que o Palácio do Jaburu, residência oficial dos vice-presidentes da República, estará aberto para que Alckmin e sua mulher, Lu Alckmin, conheçam o espaço. No mesmo dia, o vice eleito telefonou para agradecer o gesto, e os dois se falaram rapidamente.

— Eu sou vice-presidente, e hoje existe outro cidadão que é o vice-presidente da República eleito.É de boa educação eu me dirigir a ele e dizer que estamos em condição de recebê-lo, que a casa em que ele vai morar está em condições de ser vistoriada. Ele é um cara educado, eu também sou — resumiu Mourão em entrevista ao GLOBO.