Mourão critica encontro de Moraes com PMs e fala em 'ápice do autoritarismo'

***ARQUIVO***BRASÍLIA, D,F 23.05.2022 - O vice-presidente da República e senador eleito, Hamilton Mourão (Republicanos-RS). (Foto: Gabriela Bilo/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, D,F 23.05.2022 - O vice-presidente da República e senador eleito, Hamilton Mourão (Republicanos-RS). (Foto: Gabriela Bilo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vice-presidente da República e senador eleito, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), criticou nesta quinta-feira (24) o encontro do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, com comandantes estaduais das Polícias Militares.

"Some-se a este estado de coisas a foto do presidente do TSE ladeado por alguns comandantes das PMs, materializando o ápice do autoritarismo e ferindo de morte o pacto federativo", afirmou Mourão em uma postagem nas redes sociais.

O senador eleito disse ainda que é chegada a hora da direita conservadora se organizar para combater a esquerda revolucionária.

"Necessário é reagir com firmeza, prudência e conhecimento; dentro dos ditames democráticos e constitucionais, para restabelecer o Estado democrático de Direito no Brasil."

Moraes e a equipe do governo de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), receberam comandantes estaduais da Polícia Militar nesta quarta (23). Foram realizadas duas reuniões que marcaram aproximação com o setor que integra a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Senador eleito e um dos coordenadores do grupo técnico de Justiça e Segurança Pública do governo de transição, Flávio Dino (PSB-MA) disse que a relação da equipe de Lula com os comandos da PM caminha para a "normalização".

Em nota, Alexandre de Moraes agradeceu o apoio dos policiais na organização das eleições. O ministro ressaltou também o "compromisso com a democracia" ao se reunir com comandantes das corporações estaduais no TSE para fazer um balanço do trabalho conjunto.

Os encontros com os comandantes das PMs ocorrem no momento em que Bolsonaro e seu partido, o PL, inflam os atos golpistas em rodovias e em frente a quartéis de contestações à vitória eleitoral de Lula.