Mourão diz que governo deveria ter entendido que Covid-19 não acabaria em 2020 e mantido auxílio emergencial

DANIEL CARVALHO
·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF,  12.01.2021 - O vice-presidente Hamilton Mourão durante evento no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 12.01.2021 - O vice-presidente Hamilton Mourão durante evento no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (16) que o governo deveria ter entendido que a pandemia de Covid não terminaria em dezembro do ano passado e, por isso, mantido o auxílio emergencial, que ficou suspenso até abril.

"A curva da economia, a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado. Tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, não iria terminar em 31 de dezembro do ano passado para que a gente conseguisse manter essas duas curvas numa situação mais favorável possível", disse o vice-presidente em entrevista à rádio Gaúcha.

No ano passado, foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Os desembolsos dobravam para mães chefes de família. Foram gasto R$ 293 bilhões para atender 67,9 milhões de pessoas.

Uma nova rodada do benefício começou a ser paga em abril, com valores inferiores. São quatro parcelas de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. O governo prevê um gasto de R$ 44 bilhões para atender 45,6 milhões pessoas.

No ano passado, o pagamento fez disparar a popularidade de Bolsonaro, que se refere ao benefício como "o maior programa social do mundo".

Mourão também criticou a comunicação do governo durante a pandemia do coronavírus.

"Julgo que tínhamos que ter uma comunicação mais eficiente junto à população como um todo de modo que a população entendesse a gravidade desta doença", afirmou à radio.

O vice-presidente, porém, se recusou a criticar os maus exemplos dados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante toda a pandemia.

"Sou o vice-presidente do presidente Bolsonaro, então não compete a mim tecer este tipo de crítica, que, para mim, é deslealdade. O que eu tiver que falar a este respeito eu falo intramuros", afirmou.

Na noite de quinta-feira (15), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou na live do Jair Bolsonaro (sem partido) uma antecipação nas datas de saques da primeira parcela do auxílio emergencial.

Com a mudança, a autorização para saques ou transferências desses valores pelos beneficiários será antecipada em até 18 dias, a depender da data de nascimento.

A alteração não afeta as datas de liberação do auxílio no aplicativo da Caixa, com possibilidade de uso do dinheiro para pagamentos digitais.

Até o momento, também não houve alteração do calendário original de saques e transferências da segunda e da terceira parcelas.

O calendário original previa a liberação de saques, em geral, a cada dois dias, de acordo com o mês de aniversário do beneficiado. Agora, as autorizações serão feitas em dias seguidos, agilizando o processo.