Mourão minimiza declaração de Bolsonaro sobre madeira ilegal e diz que presidente falou de empresas

Daniel Gullino
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BRASÍLIA — O vice-presidente Hamilton Mourão minimizou nesta quinta-feira o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de divulgar os nomes de países que importam madeira extraída de forma ilegal do Brasil. De acordo com Mourão, Bolsonaro referiu-se somente a "empresas". Entretanto, o presidente falou somente em "países".

Mourão afirmou que os dados foram apresentados durante a viagem à Amazônia que fez, no início do mês, com embaixadores de diversos países. Ele disse que as informações foram repassadas pelo superintendente da Polícia Federal (PF) do Amazonas.

— Iso já tinha sido informado de forma geral na nossa viagem com embaixadores, na apresentação que o superintendente regional da Polícia Federal lá em Manaus fez. Isso vai ser apresentado. É uma questão de empresas. O presidente deixou muito claro — afirmou Mourão, no início da tarde, ao chegar no Palácio do Planalto.

Informado de que Bolsonaro falou somentem em países, Mourão insistiu que ele referiu-se a companhias:

— Não, o presidente deixou claro que são as empresas. Deixou muito claro.

A fala de Bolsonaro ocorreu na terça-feira, durante cúpula virtual do Bricas. O presidente afirmou que alguns dos países que importariam a madeira ilegal seriam também os "mais severos críticos" sobre a política ambiental do Brasil:

— Estaremos revelando nos próximos dias países que têm importado madeira extraída de forma ilegal da Amazônia. E alguns desses países são os mais severos críticos ao meu governo no tocante a essa região amazônica. Creio que depois dessa manifestação, que interessa a todos, porque não dizer, no mundo, essa prática diminuirá em muito — disse o presidente.

Nesta quinta, Mourão disse que não vê chances da divulgação da lista criar um incidente diplomático e disse que a questão passa por "cooperação internacional".