Mourão critica “PEC da Transição” de Lula: “Zero compromisso com equilíbrio fiscal”

Hamilton Mourão criticou proposta de PEC de Transição feita pela equipe de Lula (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Hamilton Mourão criticou proposta de PEC de Transição feita pela equipe de Lula (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O atual vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) fez críticas à equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações foram feitas após o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciar a proposta de uma “PEC de Transição”.

“O futuro governo do Lula está negociando com o Congresso um rombo de 200 bilhões no orçamento de 2023, ou seja, zero compromisso com o equilíbrio fiscal. O resultado será aumento da dívida, inflação e desvalorização do Real. Onde estão os críticos?”, questionou Mourão nas redes sociais.

Eleito senador pelo Rio Grande do Sul, ele terá oito anos de mandato na casa legislativa a partir de 2023. O vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) era o general Walter Braga Netto (PL).

PEC de Transição

Vice-presidente eleito e responsável pela transição entre governos, Geraldo Alckmin (PSB) anunciou, ao lado do senador Marcelo Castro, a proposição de uma Proposta de Emenda à Constituição, para modificar o orçamento do governo de Jair Bolsonaro (PL) para 2023.

A “PEC da Transição” seria uma forma de redefinir os valores a serem gastos no próximo ano, com o objetivo de criar o Bolsa Família com valor definitivo de R$ 600 e não paralisar obras e serviços públicos.

“Agradecer ao senador Marcelo Castro, que é o relator do orçamento do próximo ano, agradecer a boa vontade dele. Nós vamos também, senador Marcelo, procurar o relator da comissão mista de orçamento, Celso Sabino, e vamos conversar também com os presidentes da Câmara e do Senado. O senador Marcelo Castro fez um trabalho muito importante, então, combinamos de, na próxima terça-feira, nos encontrarmos novamente para detalharmos as necessidades”, afirmou Alckmin, em coletiva nesta quinta-feira (3).

“A preocupação é, primeiro, em manter o Bolsa Família de R$ 600 para paga-lo em janeiro. A necessidade é de até 15 de dezembro termos a autorização para a chamada PEC da transição e a lei orçamentária, e não ter interrupção de serviços e obras. Garantir o orçamento para nao ter interrupção de serviços públicos e obras públicas, isso não está adequado no orçamento enviado ao Congresso Nacional.”