Mourão nega ruptura com militares: “Forças Armadas vão se pautar pela legalidade, sempre”

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BRASILIA, BRAZIL - NOVEMBER 19: Brazilian Vice President Hamilton Mourão, looks after Commemorates Brazilian Flag Day amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on November 19, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.945,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 167,455 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Assim como Edson Pujol, Hamilton Mourão é general da reserva (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
  • Hamilton Mourão nega possibilidade de ruptura com a Forças Armadas

  • Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deixaram os postos

  • Mourão afirma que país precisa focar no combate à pandemia

O vice-presidente Hamilton Mourão negou que haja qualquer possibilidade de o governo romper com os militares. A declaração foi dada à jornalista Andréia Sadi, do G1, após a saída dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Questionado sobre uma possível ruptura institucional, Mourão respondeu: “Zero. Pode botar quem quiser, não tem ruptura institucional. As Forças Armadas vão se pautar pela legalidade, sempre”.

Mourão, assim como Edson Pujol, que deixou o cargo, é general da reserva. O vice-presidente reforço que a prioridade do Brasil deve ser o combate à pandemia do coronavírus.

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Saída dos comandantes

O Ministério da Defesa anunciou, nesta terça-feira (30), a saída dos comandantes das três Forças Armadas: Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica).

"O Ministério da Defesa (MD) informa que os Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão substituídos", diz trecho do comunicado oficial da pasta,

É primeira vez desde 1985 que os comandantes das três Forças Armadas deixam o cargo ao mesmo tempo sem ser em troca de governo.

No documento, o ministério não informou o motivo da saída dos três e também não anunciou os substitutos.

O anúncio acontece um dia após o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, ter deixado o cargo. No lugar dele, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já nomeou o general da reserva Walter Souza Braga Netto, que até então comandava a Casa Civil.

De acordo com a Defesa, a decisão foi comunicada em reunião com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Neto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças.