Mourão recebeu representantes da maçonaria no gabinete na semana passada

Foto de 2019 mostra o vice-presidente Hamilton Mourão em sessão da Maçonaria GOB. (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de 2019 mostra o vice-presidente Hamilton Mourão em sessão da Maçonaria GOB. (Foto: Reprodução/Facebook)
  • Vice-presidente Hamilton Mourão registrou encontro com membros da maçonaria na agenda oficial;

  • O senador eleito recebeu um grupo por cerca de 30 min na última sexta-feira (2);

  • Durante a campanha, Bolsonaro teve problemas com os evangélicos ao ser associado à maçonaria.

O vice-presidente e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão (Republicanos) teve uma reunião com membros da Maçonaria Grande Oriente do Brasil (GOB) na última sexta-feira (2), no gabinete dele, em Brasília (DF).

A reunião não foi secreta e consta na agenda oficial de Mourão, com início marcado para às 10h da manhã e duração de cerca de 30 minutos.

O general da reserva do Exército é membro da maçonaria há mais de 20 anos e já participou de outros encontros do GOB. Em 2019, ele foi fotografado numa sessão com o grupo de Tocantins, onde o GOB se refere a ele como “irmão Hamilton Mourão” na legenda das fotos.

Naquele ano, Mourão atingiu o grau mais alto na maçonaria, saltando do nível quatro para o 33 dentro da Sociedade Secreta. Com isso, ele se tornou Grande Inspetor-Geral da Ordem.

A vinculação de Mourão com a maçonaria foi um trunfo na eleição da chapa composta por ele e Jair Bolsonaro (PL), em 2018. Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que membros do GOB preferem votar em seus pares.

Todavia, na disputa eleitoral de 2022, um vídeo em que Bolsonaro aparecia em um templo da maçonaria foi usado contra ele na campanha. Líder entre o eleitorado evangélico, o então candidato à reeleição teve a imagem associada à organização que é contrária à fé católica.

Em documento datado de 1983, o Vaticano aponta que os princípios da maçonaria são considerados “irreconciliáveis com a doutrina da Igreja”.