Mourão sobre assassinato no Carrefour: “Não existe racismo no Brasil”

Ana Paula Ramos
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BRASILIA, BRAZIL - NOVEMBER 19: Brazilian Vice President Hamilton Mourão, looks after Commemorates Brazilian Flag Day amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on November 19, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.945,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 167,455 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira (20), que não existe racismo no Brasil. A declaração foi dada em relação ao assassinato de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, que foi espancado e morto por dois seguranças brancos no supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

“Para mim, no Brasil não existe racismo, isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui”, disse a jornalistas.

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“Lamentável, né. Lamentável isso aí, isso é lamentável. A princípio, é segurança totalmente despreparada para atividade que ele tem que fazer. […] Para mim, no Brasil, não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui”, disse o vice-presidente a jornalistas, no Palácio do Planalto.

Ele citou ainda que morou na adolescência nos Estados Unidos, no final da década de 60, e que lá sim tem racismo. Segundo ele, o que existe no Brasil é “desigualdade".

“Eu digo para vocês o seguinte: – porque eu morei nos EUA – racismo tem lá. Eu morei dois anos nos EUA, na minha escola que eu morei lá, o pessoal de cor ele andava separado, que eu nunca tinha visto isso aqui no Brasil. Saí do Brasil, fui morar lá, era adolescente e fiquei impressionado com isso aí. Isso no final da década 60”, relatou.

“Mais ainda, o pessoal de cor sentava atrás do ônibus, não sentava na frente do ônibus. Isso é racismo, aqui não existe isso. Aqui o você pode pegar e dizer é o seguinte: existe desigualdade. Isso é uma coisa que existe no nosso país”, acrescentou.

Até o momento, o presidente Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o assunto.