Mourão sobre Bolsonaro: "Tudo indica que ele não me quer como vice"

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BRASILIA, BRAZIL - NOVEMBER 09: Brazilian Vice President Hamilton Mourão and President of Brazil Jair Bolsonaro react during Volunteering Alliance launch amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on November 09, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.064,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 162,397 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Mourão acredita que não estará na chapa de Jair Bolsonaro para a eleição de 2022 (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
  • Em entrevista, o vice-presidente Hamilton Mourão diz que Bolsonaro não pretende tê-lo como vice na sua chapa para as eleições de 2022

  • Mourão, no entanto, afirmou não estar preocupado com a corrida presidencial do próximo ano.

  • O vice-presidente também disse que acha muito difícil a CPI da Covid resultar em impeachment do presidente

O vice-presidente da República Hamilton Mourão concedeu uma entrevista nessa segunda-feira (10) em que afirmou que Jair Bolsonaro (sem partido) não pretende coloca-lo na chapa para as eleições de 2022. 

"Tudo indica que ele não me quer como vice", afirmou ao portal UOL. O general, no entanto, não se mostrou abatido. "Mas também não vou morrer por causa disso."

Ele também não soube dizer se Bolsonaro, sem partido no momento, considera sua sigla, o PRTB, como opção para disputar a reeleição. Para entrar na corrida presidencial, Bolsonaro precisa se filiar a um partido até março de 2022. 

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Mourão também negou interesse em disputar uma cadeira no Senado. "Por enquanto acompanho o presidente Bolsonaro, porque fui eleito para ser vice-presidente dele até 31 de dezembro do ano que vem”, afirmou. 

CPI da Covid

O vice-presidente também comentou sobre a CPI da Covid. Para ele, é “muito difícil” que as investigações levem a um processo de impeachment de Bolsonaro. Segundo Mourão, o presidente não cometeu crime de responsabilidade. 

"São questões de interpretações sempre. Não existe uma pressão popular para isso”, avalia. “Você pode dizer que o presidente perdeu popularidade em determinados segmentos da sociedade, mas em outros ele continua com a popularidade dele. Além disso, ele possui uma base consistente dentro do Congresso".

Ele também comentou sobre a participação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que acontecerá no dia 19 de maio. Para Mourão, será o depoimento “mais difícil” da CPI. Ele afirma que Pazuello “recebeu uma tarefa extremamente difícil, de ser ministro da Saúde em meio a uma pandemia”

O vice-presidente acredita que haverá um “interrogatório bem duro” e que por isso “ele [Pazuello] tem que se preparar para isso”, e "terá que ter dados bem consistentes para apresentar", completou. 

"Eu sempre deixo claro que conheço o Pazuello de muito tempo, é um oficial valoroso, dedicado, tem uma capacidade de planejamento e principalmente de fazer a execução desse planejamento. Ele tem uma trajetória brilhante", opinou.

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