Mourão sobre possível indicado de Lula para a Defesa: “Será nome positivo”

Mourão também não criticou o fato do futuro escolhido ser um civil e não um militar (Andressa Anholete/Getty Images)
Mourão também não criticou o fato do futuro escolhido ser um civil e não um militar

(Andressa Anholete/Getty Images)

  • Hamilton Mourão elogia possível indicado de Lula para o Ministério da Defesa;

  • Petista pensa em colocar José Múcio, ex-ministro do TCU, para comandar a pasta;

  • Segundo o vice-presidente atual, "será um nome positivo para o cargo".

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (29) que o possível indicado de Lula (PT) para o Ministério da Defesa “será um nome positivo”. O petista pensa em colocar José Múcio Monteiro, ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) no comando da pasta.

"Tenho muito apreço e respeito pelo ministro Múcio, com quem tive excelente relação quando ele estava no TCU. Julgo que será um nome positivo para o cargo", afirmou Mourão, eleito senador neste ano.

Aliados de Lula sinalizaram que o anúncio do nome para o Ministério – e dos comandantes das Forças Armadas - está previsto para a semana que vem. Nesta segunda-feira (28), o presidente eleito participou de uma reunião com Múcio e indicou que irá convidá-lo para assumir a pasta.

Mourão também não criticou o fato de que a Defesa será comandada por um civil, como já havia anunciado a transição de Lula. Desde 2018, último ano do governo Michel Temer (MDB), e durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), o ministério tem sido liderado por militares.

"Tivemos inúmeros civis como ministros", respondeu o vice, em referência aos nomes passados indicados para a pasta pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula e Dilma Rousseff (PT).

O tom de Mourão contraria o discurso agressivo de bolsonaristas radicais que, desde a derrota do atual mandatário nas urnas, fazem protestos em rodovias e em frente aos quartéis para tentar impedir a posse do petista. Dentre os pedidos, está anulação das eleições e intervenção militar.