Movimento reúne centenas de pessoas em caminhada pelo fim da violência contra mulheres no Aterro

Na manhã deste domingo, dia 6, cerca de 500 pessoas se reuniram no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, em uma caminhada pelo fim da violência contra mulheres e meninas, de acordo com a organização. O movimento aconteceu por iniciativa do grupo Mulheres do Brasil e levou juízas, secretários municipais, ativistas da causa e outras centenas de pessoas. Essa é a quinta edição do ato.

"Somente com os poderes Executivo, Judiciário, Legislativo e a sociedade civil unidos conseguiremos enfrentar o problema da violência contra a mulher e ter políticas públicas de acolhimento e geração de trabalho e renda, assunto fundamental, já que 46% das mulheres vítimas de violência doméstica perdem seus empregos", afirma Marilha Boldt, líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres.

No último sábado, dias 5, a partir das 19h, até o Cristo Redentor ficou iluminado com a cor laranja, símbolo do movimento. Por meio de seu Comitê de Combate à Violência contra as Mulheres, alinhado à iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o grupo Mulheres do Brasil realiza mobilização internacional há mais de três décadas.

"Precisamos incentivar as mulheres a buscarem sua independência econômica e psicológica para que possam tomar decisões a respeito de suas vidas de forma mais efetiva e parem de colocar suas vidas em risco por medo de deixarem seus filhos passarem fome ou por dependência emocional, por exemplo. No Grupo Mulheres do Brasil encorajamos as mulheres a se libertarem de seus agressores formando uma rota de fuga do relacionamento abusivo”, reforça Marilha Boldt.

Na caminhada no Aterro, estiveram presentes personalidades como delegados, diversas organizações ligadas a causa das mulheres, a Secretaria Municipal de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, o Secretário Municipal de Trabalho e Renda, que lidera o Projeto Novos Rumos voltado a mulheres vítimas de violência doméstica junto com o Tribunal de Justiça, Alexandre Arraes, dentre outros.

No último ano, só o Rio registrou um caso de violência contra a mulher a cada 24 horas, alta de 18%. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), na capital, a violência psicológica foi a segunda mais registrada entre os tipos de violência doméstica, em 2020, com 30,1% das queixas, atrás da violência física, com 34,4% dos casos.