Movimento sindical vai participar de atos do Dia da Consciência Negra

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SAO PAULO - SP - 20.11.2020 - Marcha da Consciência Negra em protesto contra o racismo no Brasil. . (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
SAO PAULO - SP - 20.11.2020 - Marcha da Consciência Negra em protesto contra o racismo no Brasil. . (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de dez entidades do movimento sindical irá às ruas no próximo sábado (20) para participar dos atos do Dia da Consciência Negra.

Estão confirmadas CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CSP-Conlutas, Intersindical (Central da Classe Trabalhadora), Central do Servidor e Intersindical Instrumento de Luta.

Elas irão se unir a atos de entidades da causa antirracista, que vão incorporar a bandeira contrária ao governo sob o mote "fora, Bolsonaro racista", em esforço para garantir o protagonismo do combate ao preconceito.

"A classe trabalhadora brasileira é negra e, por isso, o movimento sindical irá às ruas em todo o Brasil junto com a população negra e com todas as pessoas comprometidas com a defesa da igualdade racial, da vida, da democracia, contra o desemprego, a carestia e a fome", afirmam as centrais sindicais em manifesto.

Segundo as entidades, superar o racismo é uma exigência fundamental para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa.

"Garantir o direito ao trabalho decente e protegido para a população negra é um dos caminhos para reparação de uma história de exclusão e desigualdade e garantia de futuro diferente. Dar fim ao governo criminoso e racista de Jair Bolsonaro é um requisito essencial para que o país possa reencontrar o rumo do desenvolvimento com igualdade e justiça social", dizem em nota.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, articuladora de seis manifestações no Brasil e no exterior ao longo do ano, evita tratar o 20 de novembro como sua sétima mobilização e diz estar se somando à iniciativa dos coletivos negros.

O número de manifestantes chegou ao teto, na visão de organizadores, que apontam a necessidade de expandir o perfil do público. O diagnóstico foi o de que as marchas atraíram gente da militância e da classe média urbana, sem conseguir seduzir faixas mais pobres e moradores de periferias.

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