Movimentos sociais marcam próximo ato contra Bolsonaro para 24 de julho

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SAO PAULO, BRAZIL - JUNE 19: Demonstrators gather holding signs during a protest against Bolsonaro's administration on June 19, 2021 in Sao Paulo, Brazil. Brazilian president Jair Bolsonaro is facing a probe for pandemic mismanagement as the country counts 500,022 deaths of COVID. The controversial decision to host the Copa America 2021 amid the coronavirus crisis is questioned by a large part of the population. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Manifestação em São Paulo no último sábado, 19 de junho Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images
  • Data foi decidida em assembleia da Campanha Nacional Fora Bolsonaro

  • Entre organizadores estão entidades sociais e organizações de esquerda

  • Expectativa é que adesão aos protestos siga crescendo

Em assembleia, movimentos sociais e organizações da sociedade civil decidiram que a próxima manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será no dia 24 de julho, sábado. O movimento levou 750 mil pessoas às ruas no último sábado (19) e 420 mil no dia 29 de maio, em todo o Brasil.

A reunião, que ocorreu nesta terça-feira (22), teve a presença de líderes da Campanha Nacional Fora Bolsonaro. Entre as entidades que integram a campanha, está a Coalizão Negra por Direitos, o Povo Sem Medo e as entidades estudantis – União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

A previsão da campanha é que a adesão às manifestações cresça ainda mais neste terceiro dia de mobilização.

Demonstrators gather with signs and flags during a protest against Bolsonaro's administration on June 19, 2021 in Sao Paulo, Brazil. Brazilian president Jair Bolsonaro is facing a probe for pandemic mismanagement as the country counts 500,022 deaths of COVID. The controversial decision to host the Copa America 2021 amid the coronavirus crisis is questioned by a large part of the population. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
Manifestação em São Paulo no último sábado, 19 de junho Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

"O fato dessa segunda data de protestos ter sido ainda maior que a primeira, mostra uma indignação ampla sobre a incapacidade do governo Bolsonaro na condução da pandemia e seu projeto de destruição. Essa adesão às manifestações tende a crescer no dia 24 de julho, já que a pressão popular chegou às ruas, tamanho os riscos que corremos com sua política", avalia Iago Montalvão, presidente da UNE.

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Os movimentos decidiram também reforçar a pauta do impeachment, com pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), leve a plenário algum dos pedidos. Além disso, debateram as medidas sanitárias para garantir a segurança dos manifestantes em relação à pandemia. Os organizadores entendem que nos últimos atos foi possível cumprir as recomendações sanitárias.

A pressão popular se intensifica enquanto cresce o número de contagiados e mortos pela Covid-19. Na semana passada, a média de mortes diárias foi de 2.000, enquanto a de novos casos ficou em torno de 70 mil.

SAO PAULO, BRAZIL - JUNE 19: Demonstrators gather holding signs that read 'Bolsonaro out' during a protest against Bolsonaro's administration on June 19, 2021 in Sao Paulo, Brazil. Brazilian president Jair Bolsonaro is facing a probe for pandemic mismanagement as the country counts 500,022 deaths of COVID. The controversial decision to host the Copa America 2021 amid the coronavirus crisis is questioned by a large part of the population. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Manifestação em São Paulo no último sábado, 19 de junho Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images

O grupo também respondeu as críticas por conta das aglomerações causadas pelos atos afirmando que os protestos são inevitáveis diante do atual governo, da gestão da pandemia e a compra insuficiente de vacinas, como está sendo debatido na CPI da Covid.

Os organizadores também afirmam que os atos são diferentes daqueles que apoiam o presidente Bolsonaro, como as recentes motociatas, nos quais os participantes não respeitam as regras sanitárias, como o uso de máscara. Nos protestos de 29 de maio e 19 de junho, a maioria das pessoas usava máscara do tipo PFF2, como orientado pela organização.

As outras reivindicações da campanha são a compra de mais vacinas e a volta do auxílio emergencial de R$ 600 enquanto durar a pandemia.

Demonstrators gather with signs and flags during a protest against Bolsonaro's administration on June 19, 2021 in Sao Paulo, Brazil. Brazilian president Jair Bolsonaro is facing a probe for pandemic mismanagement as the country counts 500,022 deaths of COVID. The controversial decision to host the Copa America 2021 amid the coronavirus crisis is questioned by a large part of the population. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
Manifestação em São Paulo no último sábado, 19 de junho Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

Em entrevista ao jornal O Globo, Lira afirmou que o número de mortos no país – que já chegou na casa dos 500 mil – não é suficiente para pautar um pedido de impeachment. Em sua opinião, falta “circunstância política” para avaliar um dos 110 pedidos de impeachment protocolados na Câmara.

O presidente da Câmara disse também que o impeachment causaria desordem no país e que Bolsonaro tem apoio popular para se proteger. "O impeachment é feito com circunstâncias, com uma política fiscal desorganizada, uma política econômica troncha. O impeachment é político", declarou Lira.

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